19 de abr de 2019

O CAOS INSTITUCIONAL E A DERROCADA DA DEMOCRACIA



(Da equipe do blog) - Se há algo característico da quebra do frágil equilíbrio que existia antes do golpe de 2016 contra Dilma, essa é  a verdadeira  Casa da Mãe Joana institucional em que se transformou o país com os sucessivos e permanentes embates entre evangélicos, olavistas e militares , caminhoneiros, ruralistas, entreguistas a serviço dos EUA, do "mercado" e de  banqueiros, astrólogos, terraplanistas,  oportunistas, pseudo  anticomunistas que acham que Hitler era socialista, milicianos, bolsominions, coxinhas e petistas.


Tudo isso  com o plano de fundo tradicional da delicada relação entre um legislativo contraditoriamente oriundo da bandeira anti-republicana que levou o novo presidente ao poder, caracterizada pelo golpe do vigário da "nova política", que coroou uma campanha presidencial antecipada que durou dez anos apoiada na mentira e no indiscriminado uso de fake news, sem nenhum controle ou oposição por parte da Justiça Eleitoral, com o apoio indireto da parte da mídia mais conservadora, hipócrita, cínica e manipuladora, que foi imprescindível tanto para as derrotas do PT junto à opinião pública quanto  para a construção do Brasil que existe hoje.


Mas nada supera, no contexto da verdadeira zona em que se transformou o país, com a destruição do sistema de governabilidade anterior, duramente erguido,  para o bem e para o mal e com todos os seus defeitos, ao longo de dezenas de anos de história e experiência política, à extraordinária  sanha de poder do Ministério Público - e dentro dele, do partido lavajatista - na permanente tentativa de tutelar a República, solapando a reputação de quaisquer outras instituições que não a própria, e posando de único, derradeiro, baluarte da moralidade, em um país em que todo político deputado ou senador transformou-se, a priori, em bandido,  e em que qualquer tentativa de fazer valer a Constituição por parte do Supremo Tribunal Federal - principalmente no campo da defesa dos direitos individuais e da ampla defesa - é automática e imediatamente acusada de estar a serviço da impunidade  por uma malta fascista que insulta,  desrespeita, e abrange em seu entorno procuradores partidários e seletivos que se transformaram em pseudo celebridades nos últimos anos, agindo impunemente, sem nenhum tipo de controle, assim como fizeram no mesmo período não poucos juízes e desembargadores, de modo descaradamente político.


Mesmo considerando-se a heterogeneidade da corte, e concordando ou não com algumas de suas decisões,  quem ataca hoje o STF - ou diretamente seus membros - são os mesmos que destruíram os já frágeis partidos políticos brasileiros,  a infraestrutura e a engenharia nacionais, e pavimentaram o caminho para a abertura da Caixa de Pandora nos últimos anos. 

É preciso, também, no entanto, lembrar que a responsabilidade pelo que está acontecendo hoje, com a Suprema Corte, pertence, em primeiro lugar, ao próprio Supremo Tribunal Federal, que, por considerações políticas, de índole conservadora, ou por se sentir acossado pela maré fascista que transbordou como um esgoto putrefacto sobre o país em certas ocasiões nos últimos tempos, adotou, no passado recente, uma postura de indisfarçável pusilanimidade, da aceitação passiva de manifestações políticas por parte do Ministério Público, começando pela mobilização direta na campanha das Dez Medidas Contra a Corrupção, a ataques públicos de procuradores tão ególatras como imberbes contra membros do Supremo Tribunal Federal, em clara tentativa de mobilizar e jogar a opinião pública, ou a sua parte mais estúpida e manipulada, contra a mais alta corte da República.


Tanta corda deram os membros do Supremo Tribunal Federal ao monstro da antipolítica, aos sucessivos desmandos do "partido" lava-jatista e à malta estúpida e ignara que tomou conta das redes sociais, e que partiu para ataques diretos e agressões pessoais a ministros do Supremo e  a amaças a suas famílias, que agora chegou-se a um impasse entre o poste e o cachorro, com a clara tentativa do Ministério Público de enquadrar o STF, invertendo totalmente a lógica institucional republicana  e a ordem de valores, como se o Supremo Tribunal Federal não estivesse agindo em defesa de suas prerrogativas institucionais e da incolumidade de seus membros, e por meio delas da própria República, justamente pela negativa ou absoluto descaso do Ministério Público em investigar os ataques recebidos pelo Supremo nos últimos anos - muitos deles indiretamente incentivados pelo comportamento e declarações de alguns de seus próprios membros - com a estapafúrdia desculpa de que até mesmo ameaças diretas de morte ou de agressão seriam apenas mais uma modalidade de uma liberdade de expressão que é preciso defender a qualquer preço. 


Calúnia e a defesa da eliminação física de adversários políticos é crime em qualquer lugar do mundo.


E mais ainda no país que mais mata no planeta, ao ritmo de pelo menos um agente público vitimado por semana nos mais recônditos e variados recantos da nação - em uma longa lista que inclui, em casos emblemáticos, personalidades políticas - e jurídicas - como a vereadora Marielle Franco e a juíza Patrícia Acioli, por exemplo.


Ora, no lugar de ficar brigando com o STF, o que o Ministério Público deveria fazer é encaminhar à justiça pedido para uma ampla investigação do que está acontecendo hoje na internet brasileira, onde são produzidas e veiculadas centenas, milhares de ameaças, incluindo de morte, todos os dias, contra cidadãos brasileiros que fazem exatamente o que o MP diz defender neste momento, tentando  exercer seu direito de opinião em um  país tomado pela barbárie, a hipocrisia, o cinismo, o espírito de manada, a estupidez e a violência.


Há anos, já, que essa situação perdura, impunemente, e as ameaças crescem a cada dia novo dia, sem nenhuma ou quase nenhuma manifestação ou atitude, por parte da justiça brasileira.


A começar pelo MP, que deveria tomar cuidado, como instituição, com quem está escolhendo para dançar no universo da opinião pública. 


Alianças de conveniência na luta de grupelhos pelo poder - mesmo quando pertencentes a certas instituições - podem não durar para sempre, principalmente quando se aposta na derrubada dos inconcretos - e frágeis - pilares que ainda sustentam a nossa já frágil - e em franca derrocada - democracia, com claras e previsíveis consequências para todos. 

14 de mar de 2019

ENTREGUISMO: ATENÇÃO INVESTIDORES, ACOMPANHANDO OS AVIÕES DA BOEING, AÇÕES DA EMBRAER PODEM DESABAR.



Da equipe do blog - Atenção navegantes, principalmente os investidores do mercado de produção aeronáutica: o entreguismo é mau conselheiro  e pode colocar em risco o bolso e a saúde empresarial.



Potencialmente acopladas ao futuro - e aos problemas - da Boeing, que estão se multiplicando com os últimos acontecimentos, as ações da Embraer caíram de 26 para menos de 20 dólares com relação a um ano atrás e voltaram a fechar em queda ontem no Bovespa e na Bolsa de Nova Iorque, acompanhando as ações da Boeing, que baixaram de 423 para 377 dólares nos últimos 5 dias.


Diz-me com quem andas e te direi quem és.


Com a queda de aparelhos do modelo 737 Max e sua proibição de vôo em mais de 40 países, no continente europeu e nos próprios EUA, os problemas da Boeing com relação à eventual perda de valor da companhia parecem estar apenas começando .


Uma lição para os acionistas que aprovaram a entrega da Embraer para a Boeing a preço de banana achando que estavam fazendo um excelente negócio e para os entreguistas tupiniquins que, de modo geral, acreditam estúpida e basicamente que basta repassar nossas empresas para os Estados Unidos para que, da noite para o dia, elas se transformem em ouro em pó.


Ao contrário da Boeing, a Embraer acaba de concluir o lançamento da nova versão de sua família de jatos de passageiros E-2, um produto campeão, vitorioso, com mais de 1500 aviões vendidos que nunca caíram como está ocorrendo agora com o novo avião da Boeing, cujas alterações tecnológicas parecem ter dado com os burros n'água (ou no ar, se preferirem).


Será que a situação da Boeing e os prejuízos bilionários que a esperam em caso de fracasso do 737 Max, com pedidos de indenização por parte de vítimas e de companhias aéreas que se sentirem prejudicadas pela proibição de uso do modelo,  não seriam um aviso - um a mais - de que nem tudo que é bom para os EUA também é bom para o Brasil, quando não por acaso somos o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos com mais de 250 bilhões de dólares herdados do PT emprestados ao Tio Sam?  

Com a palavra os acionistas da Embraer que aprovaram a venda da empresa por miseráveis 5 bilhões de dólares para os gringos - entregando-lhes 80% da companhia quando o acordo da Bombardier com a Airbus foi praticamente na base de 50-50 -  e que poderiam pensar em desembarcar desse negócio antes que ele empurre também a Embraer para o chão.

6 de mar de 2019

BYE BYE, EMBRAER. BYE BYE !








(Da equipe do blog) - A entrega da EMBRAER à BOEING por apenas 5 bilhões de dólares é o maior absurdo já cometido contra a soberania e os interesses brasileiros.

Principalmente quando se considera que, desde o fim do governo do PT e ainda antes, temos 380 bilhões de dólares em reservas internacionais em caixa e ainda somos, depois da China e do Japão, em 2019, o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos. http://ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt

Em uma operação feita contra a vontade de uma minoria de acionistas nacionalistas, "vendemos" o controle de nossa única fábrica de aviões e maior empresa de tecnologia por uma fração do que temos no bolso, em um negócio, do ponto de vista estratégico, absolutamente imbecil e totalmente desnecessário quando a tão propalada parceria da Bombardier com a Airbus foi feita em bases muito diferentes e equilibradas preservando até mesmo presença estatal canadense no negócio feito com os três países europeus que também detêm presença estatal na Airbus.

Tudo em nome de um austericídio estéril e idiotam como ocorreu, por exemplo, no caso da queima dos 300 bilhões de reais que o PT deixou nos cofres do BNDES com sua entrega "adiantada" ao tesouro, que poderia ter sido feita em 30 anos sem problemas como estava programado.

Com a aplicação desses recursos em infraestrutura contribuindo para a retomada de dezenas de obras e programas direta ou indiretamente paralisados pela justiça nos últimos anos.

Tudo para continuar a alimentar o mito de que o PT quebrou o Brasil, quando a economia brasileira avançou da decima-quarta economia do mundo em 2002 para a sexta maior do mundo em 2011 e a nona maior ainda hoje e desde 2005, no governo Lula, não devemos mais um tostão ao FMI.

Os funcionários do BNDES estão devendo à sociedade brasileira uma campanha, ou ao menos um documentário, que desminta as grandes mentiras lançadas contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social nos últimos anos, entre elas a entrega de recursos brasileiros a governos estrangeiros sem a contrapartida de exportação de serviços e equipamentos e a existência de dívidas bilionárias nesse sentido.

É preciso desmentir a também a existência de balanços com prejuízo para o banco de 2002 para cá, a calúnia relativa a supostas caixa-pretas do BNDES que nunca existiram, o papel do banco no crescimento econômico em anos como 2011 quando a economia avançou 7,5% e a função de instituições semelhantes nas maiores economias do mundo, como a China, o Japão, os EUA e a Alemanha, Coréia do Sul, etc, que não abrem mão de possuir poderosos bancos públicos de fomento.

A intenção de avançar no esmilinguamento do BNDES ocorrido nos últimos três anos é clara.

Deixar as grandes empresas nacionais dependentes apenas de bancos privados, cujo único objetivo é o lucro, entre eles bancos estrangeiros que não tem nenhum compromisso, a médio e longo prazos, com o desenvolvimento brasileiro.


14 de fev de 2019

O PAÍS DAS GAMBIARRAS E AS VÍTIMAS DE 2019 - ATÉ AGORA.





(Da equipe do blog) - Este é o país das gambiarras.


Das gambiarras técnicas.

Das gambiarras jurídicas.

Das gambiarras políticas e de marketing.

Mas, sobretudo, das gambiarras morais, já que, em suas motivações e justificativas, elas se sustentam, na maioria dos casos, pela cobiça, a hipocrisia, a manipulação e a mentira.

Este é o país em que helicópteros, alguns do tempo da guerra do Vietnã, com autorização apenas para filmagens e aerofotogrametria transportam regularmente passageiros.

No qual barragens de rejeitos minerais são construídas a montante, com o agravante da edificação de instalações e até mesmo de refeitórios para dezenas de pessoas a jusante, bem no caminho da lama.

Em que o colapso das barragens da Vale em Mariana e Brumadinho foi fruto de gambiarras técnicas, da mesma forma como as punições à empresa pelo primeiro acidente foram gambiarras jurídicas espetaculosas e inúteis, para não dizer contraproducentes, a julgar pelo seu resultado prático do ponto de vista da fiscalização de outras barragens semelhantes.

Afinal, depois da porta arrombada, nos dias e semanas que se seguem a esses “acidentes”, não falta quem queira  aparecer e tirar sua casquinha, seus cinco minutos de fama, posando de implacável defensor do bem comum, com a imposição de multas e bloqueios gigantescos, imediatos, aleatórios, quando a intenção deveria ser punir a empresa e indenizar exemplarmente as vítimas, sim, mas, principalmente, estabelecer e fazer cumprir novos e concretos paradigmas de segurança, sem colocar em risco sua existência a médio e longo prazos, seus empregos e a geração de impostos e de riqueza que produz, dos quais dependem o próprio país e centenas de milhares de trabalhadores e investidores e suas famílias.

Para não repetir no setor de mineração o furor devastador da Lavajato, por exemplo, que simplesmente acabou com a grande engenharia nacional e interrompeu, destruiu e sucateou centenas de obras e negócios em todo o país, tornando setores inteiros da economia brasileira presas atraentes  para sua aquisição ou eliminação, em negociatas, a preço de banana, por concorrentes estrangeiros.

Da mesma forma que a segunda condenação de Lula, ocorrida alguns dias antes, foi uma gambiarra jurídica, que não se sustentaria em nenhum lugar do mundo na descarada tentativa de ligar as reformas do sítio mambembe de Atibaia  às bilionárias obras da Petrobras, e as barragens da Vale em Mariana e Brumadinho, como já dissemos, foram gigantescas gambiarras executadas a montante de forma que não se faz mais em nenhum lugar do planeta, o improvisado, para não dizer quase clandestino dormitório do Flamengo, feito de contêineres escondidos, sob telhas de lata, em um local em que constava haver um estacionamento - como ocorria até 2010 com certas prisões do Estado do Espírito Santo - abrigando seis pessoas em cada cubículo - já que não há outro nome para o lugar em que os meninos mortos dormiam - também não passou de uma gambiarra que não foi submetida a nenhum projeto ou teste de engenharia e a nenhuma fiscalização ou interdição direta por parte da prefeitura ou do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Uma gambiarra que contrastava, antes de se transformar em cinzas, vergonhosamente, com as condições das 42 luxuosas suítes que fazem parte do complexo do centro de treinamento, que se encontravam, com certeza, todas elas, seguras, confortáveis e provavelmente desocupadas, enquanto meninos ardiam em chamas a poucos metros de distância, por ainda não serem atletas famosos mas apenas garotos pobres cheios de sonhos - vistos como uma espécie de "investimento" para o clube - que, como gerações de aprendizes de gladiadores nos subterrâneos do Coliseu em Roma, perseguiam, em seus corpos cansados, todas as noites, o anseio de dar um destino melhor a suas famílias, mergulhados em devaneios plenos de ilusões, de desafios e desejos de conquista.

Daqui a alguns meses, o que restará da memória das vítimas de 2019 do mau caratismo, da interessada e repentina hipocrisia holofótica, do "jeitinho brasileiro", do gambiarrismo generalizado e universal brasileiro?

O que sobrará dessas perdas irreparáveis e injustas que atingiram para sempre - como se fossem fruto de cataclismas naturais ou da suposta vontade de um deus dos humildes e dos incautos que tudo justifica - a existência de tantas famílias, e de quem conheceu e amou os trabalhadores de Brumadinho e os meninos do Ninho do Urubú?

É preciso que se separe algum dinheiro, das dezenas de bilhões de reais em multas e bloqueios, para cimentar com concreto o chão por onde passou o barro amassado pelo diabo com o rabo nas profundezas da piscina de dejetos da Vale, em Brumadinho, para que nada mais cresça em uma parcela simbólica daquele solo, a não ser as silhuetas evocativas, feitas de aço forjado com ferro arrancado do local, de cada um dos 313 mortos e desaparecidos no rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

Assim como deveriam ser cobertos de concreto, como que para imobilizá-los no tempo, os escombros de casas e dos carros que, três anos depois, ainda afloram da paisagem lunar e vulcânica da pequena  vila de Bento Rodrigues, sepultados pelos 55 milhões de toneladas de rejeitos da Barragem do Fundão, em Mariana, na mesma região

Se a Vale não o fizer, quem sabe o Inhotim não possa tomar a iniciativa, abrigando a memória das vítimas da insensatez e do cinismo nacional em Brumadinho em seu vasto patrimônio artístico, para que neste país de hipocrisia e de jeitinho as futuras gerações se envergonhem e deixem de repetir a mesma história, o mesmo sofrimento e, com pequenas variações - vide o incêndio da Boate  Kiss e o agora já antigo naufrágio do Bateau Mouche - as mesmas tragédias de sempre, tecidas na trama de fatos encadeados e sucessivos, absurdos e inenarráveis.

Da mesma forma que, no Ninho do Urubú, o Flamengo deveria, se tivesse vergonha, substituir o monumento à desigualdade, à ganância, ao descaso, à criminosa irresponsabilidade, representado pelos restos calcinados dos contêineres que se abrigavam no estacionamento por trás das luxuosas instalações de seu CT de dezenas de milhões de reais, imortalizar o sonho dos futuros jogadores que perdeu, colocando aqueles 10 meninos, quase anônimos, que em alguns anos terão seus nomes esquecidos a não ser por suas famílias e amigos, para se exercitar para sempre, com a graça e a leveza de sua juventude e talento, em uma roda de bola forjada em bronze, em tamanho natural ou ainda maior, a ser montada sobre uma plataforma circular, como um marco à glória dos humildes.

À força e à determinação de milhares de garotos que, nos mais recônditos cantos deste país padrasto, sonham com um futuro melhor para si, seus país, mães e irmãos, em uma nação  hipócrita, desigual e desumana, gravando seus nomes para sempre ao pé de suas estátuas, sob um arco de concreto encimando o conjunto, com a expressão OS 10 DE 2019.


Se o Flamengo não o fizer, já que até agora seus dirigentes se dedicam apenas a tirar o do clube da reta, quem sabe sua torcida apaixonada e anônima não se cotize, dividindo o amor ao esporte - e ao seu clube - com os heróis que não o foram e coloque esse monumento em  área pública, do lado de fora do "ninho" que para as vítimas se transformou em túmulo, se lhes for negado o espaço que os viu queimar até a morte, no solo do pseudo estacionamento em que dormiam.

17 de jan de 2019

O BRASIL, O EFEITO ORLOFF, MACRI E A SUBORDINAÇÃO À EUROPA E AOS EUA.


(Da equipe do blog) - A imposição de barreiras e taxas, pela União Europeia, à importação de sete tipos de aço brasileiro, atitude que, de tanto se repetir, já se transformou, do ponto de vista histórico,  em um fator recorrente na desigual relação comercial entre o Brasil e a UE, chega em um momento particularmente interessante das relações internacionais brasileiras.


Ela coincide com a visita de Mauricio Macri - a primeira de um dignatário estrangeiro a Brasília - e com a defesa, pelos presidentes argentino e brasileiro, da “flexibiização” do Mercosul e da diminuição da tarifa externa comum do bloco, cedendo unilateralmente aos gringos, sem exigir contrapartida nenhuma dos países ocidentais, justamente quando as grandes potências mundiais, como os EUA, a China e a União Européia, reforçam intransigentemente a defesa de seus interesses estratégicos e comerciais nos mercados internacionais.

Se não fossem as exportações para a China, e, em certa medida, para a União Europeia, de commodities agrícolas e minerais, em uma situação, de fato, colonial, que se repete desde a fundação do Brasil, com o pau brasil cobiçado pelos franceses e lusitanos e o açucar explorado pelos portugueses e os holandeses com sua Companhia das ìndias Ocidentais, o Brasil não teria a quem exportar, já que os EUA não nos compram manufaturados, além de aviões que agora irão adquirir de uma companhia própria, que acabam de colocar sob o seu domínio e controle - a “internacionalização” das melhores empresas brasileiras, como a  Petrobras e a Embraer, mesmo com eventual “golden share”, tem nos ensinado que a última palavra fica sempre com os tribunais norte-americanos, que, com a desculpa de defender acionistas daquela nacionalidade, asseguram na verdade a prevalêcia dos interesses geopolíticos de seu país - e não nos adquirem commodities, já que neste aspecto concorrem diretamente conosco vendendo ao mundo, com exceção do café e do minério de ferro, os mesmos produtos que exportamos, como soja, algodão, carne de frango, de porco e de boi, por exemplo.

Isso e o tradicional protecionismo dos EUA, explicam porque os estadunidenses - tão decantados como potenciais parceiros do Brasil nos dias de hoje - acumularam, nos últimos anos, sucessivos superavits no comércio com o nosso país, que por sua vez só obteve lucro em suas exportações de produtos industriais justamente com países e regiões dos quais a atual diplomacia  pretende se afastar como o diabo da cruz, como a África subsaariana, as nações árabes e a América Latina, entre eles a Venezuela, com quem chegamos a lucrar mais de dois bilhões de dólares em alguns anos, quando a situação daquele país, antes da queda dos preços internacionais do petróleo, estava melhor do ponto de vista econômico.

Quanto ao tango com Macri e aos perigos do “efeito orloff”, tão famoso na década de oitenta, é preciso tomar cuidado com o abraço dos afogados.

A orientação neoliberal do atual governo argentino acaba de levar Buenos Aires a voltar a passar o penico para o FMI, pouco tempo depois, em termos históricos, de  governos anteriores terem pago as dívidas com o país portenho com essa instituição, em 2006.

Situação muito diferente da brasileira, já que o Brasil continua com as sextas maiores reservas internacionais do mundo, 380 bilhões de dólares - mais de 300 deles emprestados aos Estados Unidos - acumuladas entre 2002 e 2015, período em que a dívida bruta caiu de 80% do PIB, no final do governo FHC, para 66% também no final de 2015, o último completo de Dilma Roussef na Presidência da República.

Dinheiro que não impede o avanço da abjeta subordinação aos EUA,  como a defesa da liberação de vistos para norte-americanos em troca, eventualmente, de alguns dólares a mais no turismo, sem a existência também de qualquer contrapartida que preserve minimamente a dignidade de milhares de cidadãos brasileiros que visitam, todos os anos, os Estados Unidos.

21 de dez de 2018

A ÚLTIMA DO BRASILEIRO, PÁ!




(Da equipe do blog) - Em Lisboa, 19 horas.

Nuvens negras se acumulam para os lados da Praça Luis de Camões e relâmpagos brilham, sinuosos, sobre o Castelo de São Jorge.

Um conhecido, capixaba, que vem  descendo a pé o passeio, testemunha inesperadamente o encontro de dois cidadãos portugueses,  perto da Tasca Maitai, na rua da Rosa.

-Tu por aqui, pá? E sozinho?

Como está frio,  cerca de 10 graus, com chuva e uma umidade de 81%, o primeiro parece estar tentando convencer o segundo a tomar uma taça de vinho, ou quem sabe algo mais forte, em um bar próximo, para esquentar o peito, e completa, incisivo, aumentando o tom de voz, com um apelo que lhe parece incontornável:

- Vamos, vamos, que quero comentar contigo a última do brasileiro!

Frase que, dita com tal ênfase, chama, naturalmente, aos brios, a curiosidade de nosso compatriota, que, não tendo nada melhor para fazer no momento,  resolve seguir os gajos para dentro de um lugar pitoresco, ali por perto, lotado de gente apinhada em frente a um balcão cheio de espelhos, onde os dois prováveis lisboetas conseguem uma mesa em um cantinho e o Joaquim - à falta de outros usamos aqui os prenomes que sempre utilizamos no Brasil para identificar  clássicos personagens portugueses - já matreiro, tirando a capa molhada com um sorrisinho na boca, volta a fazer alusão à última “do brasileiro”.

- Mas qual delas, pá, qual delas? - pergunta nosso suposto Manoel - diz-me logo que já são tantas, mais de uma por dia, ultimamente !

- Ora, a dos aviões, pá, a dos aviões. Não viste que o Temer, no apagar das luzes, acaba de abrir as asas, ou melhor, as pernas, do mercado brasileiro de aviação de passageiros aos estrangeiros?

- Ora meu caro, isso já era de se esperar. Os brasileiros estão como umas cavalgaduras na sofreguidão por entregar o seu ao alheio. Não percebem que a aviação civil é um excelente negócio, desde que esteja estrategicamente ligado, até por uma questão de segurança, também ao Estado, atendendo aos interesses nacionais, ou, em alguns casos, até mesmo continentais, como por aqui é o caso.

- É verdade. Não foi por acaso que o nosso governo comprou mais ações da TAP no ano passado, completando agora os 50% - disse Joaquim, levando pela primeira vez a taça aos lábios, com nosso providencial capixaba encostado ao balcão, meio de lado, com as orelhas em riste, acompanhando o  colóquio lusitano.

- O governo português é socialista - retrucou o Manuel - mas não é burro. No mesmo ano a Air Portugal já deu logo 104 milhões de euros em lucro. Em bom brasileiro, quase 400 milhões de reais.

- A TAP. Uma empresa que foi, durante  anos, comandada por um gaúcho brasileiro nada burro, o Fernando Pinto, que acaba de se aposentar. Ficou mais de 15 anos por aqui, vindo de uma empresa antiga, te lembras, que operava em quase todos os aeroportos do mundo e tinha uma rosa dos ventos no rabo das aeronaves, chamava-se VARIG ou BARIG, não me lembro mais...  

- Ficando os outros 5% para os funcionários da TAP e 45% para o Atlantic Gateway…

- Um consórcio comandado por outro brasileiro também nada burro, pá, já que é também estadunidense, o David Neeleman...

- Que como li, se colocou contra a abertura indiscriminada do mercado aos concorrentes estrangeiros, ainda mais sem a exigência de nenhuma reciprocidade, como foi feito, aconselhando que o limite fosse de no máximo 49%...

- Como é no outro país dele, os Estados Unidos, onde, por lei, nenhuma empresa estrangeira pode ter mais do que 49% em companhias locais, senão não pode entrar no mercado norte-americano.

- Ou aqui, na Europa, onde a União Europeia proíbe, também por lei, que empresas que não sejam estatais ou não pertençam a capitais europeus, ou a cidadãos nascidos em países da UE,  tenham mais de 50% do controlo de qualquer companhia aérea de transporte de passageiros.

- Mas os brasileiros são burros, pá…. - tornou o Manuel, pensativo - ainda  acreditam em lorotas como a da livre iniciativa. Mal sabem eles que a liberdade da tal mão invisível do mercado acaba onde começam os interesses dos grandes países e blocos econômicos que têm vergonha na cara.

- Aquela mãozinha sacana dos mercados que onde não tem controlo está sempre enfiada no bolso de trás dos consumidores. A mexer na carteira deles ou a apertar, lascivamente, suas nádegas.

- Como faria o tal do João de Deus - riu Manuel - para continuar com as atualidades de além-mar !

- E a Embraer, pá, não viste como estão encaminhando mal o tema?

- Entregando a companhia de mais alta tecnologia que têm à Boeing, a preço de bananas?

- Sim. Com a justificativa de que a Bombardier canadense também se aliou à Airbus.

- É. Mas a mídia lastimável que os gajos têm no Brasil não explica que a Bombardier canadense tem participação estatal e que o Canadá só vai abrir mão de 50% da nova empresa, porque a tal "aliança" por lá é meio a meio.

- Enquanto a Embraer está entregando o futuro do negócio e 80% das ações para os norte-americanos, com uma claúsula de eventual venda dos outros 20%.

- Com isso os asnos não vêem que a Boieng já se livra, a longo termo, de um futuro concorrente, que já estava fabricando aviões médios, de 120 lugares.

- E que daqui a uns dois ou três anos a Boeing pode fechar as fábricas da Embraer no Brasil e transferí-las aos EUA, engolindo os canarinhos de camisola amarela da seleção 1 x 7.

- Como faria qualquer bom gavião, pá, já que estamos em assuntos aéreos.

- E alcóolicos e etéreos - retrucou Joaquim, filosoficamente - fazendo um sinal ao moço para trazer mais uma taça de vinho.

- Mas o pior de tudo são as desculpas - continuou o Manoel, dando uma boa gargalhada.

- Eu vi, eu vi. Estou acompanhando na  Tv a cabo os “especialistas” comprados, que sempre estão à mão para justificar este tipo de engodo e garantir, como diria o Noam Chomsky, a fabricação do consentimento. Estes teimam em dizer  que sem o "acordo", melhor dizendo sua rendição à Boieng, a Embraer não sobrevive no mercado.

- Como se a Embraer não tivesse acabado de bancar, sozinha,  o desenvolvimento de toda uma nova família de aviões civis para até 120 passageiros, a E-2, muito mais moderna, segura e econômica, sem precisar de ajuda ou parceria de nenhuma companhia estrangeira.

- E não estivesse a colher os frutos desse gigantesco projeto com um tremendo sucesso de vendas nos principais salões aeronaúticos.

- Só no Farnbourough Airshow na Inglaterra, neste ano, a Embraer vendeu 300 aviões, em contratos que podem render até 15 bilhões de dólares.

- Que agora irão para o bolso dos norte-americanos.

- Sem falar nas vendas da semana passada, quando a Embraer vendeu de uma só vez - também sem precisar da Boeing nem de nenhuma outra empresa estrangeira para isso - 100 aviões de médio porte para a Republic Airways dos Estados Unidos em uma única canetada.

- Fora os 21 jatos que vendeu à Azul, do David Neeleman, também nos últimos dias, não te esqueças, por 1.4 bilhão de dólares.

- Ora...o amigo acha que se as grandes empresas de aviação regional estivessem preocupadas  com o futuro da Embraer estariam comprando os aviões dela dessa forma?

- Quer dizer, os brasileiros investem durante dezenas de anos sangue e suor e bilhões de dólares em dinheiro público para matar o leão e construir a terceira maior fabricante de aviões do mundo.

- E na hora de comer o felino - completou Manuel - põem a mesa de gravatinha borboleta e creminho no cabelo e servem tudo à francesa para os gringos.

- É que a moda agora no Brasil é acreditar na conversa fiada de que são incompetentes e que estão quebrados.  Duas excelentes desculpa para todo tipo de corrupção e de negociatas.

- Afinal, só um país de idiotas vende o controlo de sua mais avançada empresa de tecnologia por 5 bilhões de dólares.

- Quando tem 380 bilhões de dólares - mais que o nosso PIB português - só em reservas internacionais.

- 250 bilhões desses 380 bilhões de dólares, diga-se de passagem, emprestados justamente para os norte-americanos, que são quem está levando para casa a EMBRAER na bacia das almas.

- Acredito que só com as encomendas deste ano a Boeing lucra os 5 bilhões de dólares que vai pagar pela Embraer. A empresa vai sair de graça.

- Ora, se a intenção é atingir escala aliando-se à Boeing, o governo brasileiro devia pegar 5 bilhões de dolares das reservas internacionais, que ao final não fazem a menor diferença diante do total, dá menos de dois por cento, e capitalizar a EMBRAER no mesmo montante da Boeing, ficando com peo menos 50% do negócio e com uma empresa muito maior do que a que o Brasil já tem.

- Mas isso, está claro, não se pode fazer. Seria coisa de comunista estatizante.

- Se vê muito bem que a razão não é empresarial. A questão é não perder a oportunidade de mostrar como são abjetos e como esse “novo” Brasil se rebaixa caninamente aos interesses de tudo que é norte-americano !

- Além de se estar fazendo o mesmo com o KC-390, o novíssimo cargueiro militar feito pra substituir o Hercules C-130 do qual também participamos do desenvolvimento, junto com os brasileiros, os argentinos e a República Tcheca.

- No princípio diziam que o negócio só abrangeria os aviões civis e agora vão chamar a Boieng também para ser sócia na fabricação desse avião, o maior já produzido pela indústria brasileira, que está mais voltado para operações de defesa.

- Nos dois casos o que importa é saber se o governo brasileiro vai conservar a ação de mando na EMBRAER,  impedindo que a Boieng amanhã desmonte as fábricas e as leve para os Estados Unidos.

- Como a própria Embraer teve que fazer quando transferiu a fabricação de Super Tucanos vendidos para EUA para a Flórida, sendo obrigada a fazer uma joint venture minoritária com uma empresa americana, a Sierra Nevada, porque os EUA - que já avisaram que querem que o KC-390 seja montado nos EUA - proíbem a importação de armamento para suas forças se não forem construídos em território norte-americano e por empresas majoritariamente norte-americanas.

- É óbvio. Já que os norte-americanos não são estúpidos como os brasileiros, ou a massa ignara e manipulada deles, sempre enganada pela mídia.

- Como se diz por lá, os gringos  não dão ponto sem nó, pá !

- Como estão fazendo no caso da Petrobras, a outra grande empresa brasileira de tecnologia.

Arrebentando com a empresa nos tribunais dos EUA com a desculpa da corrupção e se apropriando das reservas de petroleo que ela descobriu com tecnologia própria para suas próprias grandes empresas como a EXXON, com isenção de impostos de dezenas de anos.

- Pobre Brasil… - suspirou o Joaquim, desconsoladamente - aquele baixinho, que tem uma estátua em Le Bourget, na França…

- Quem, o tal Santos Dumont ?

- Deve estar revirando-se no túmulo…

- Afinal, o que não se pode compreender, pá, é como um país tão grande….

- Com 8.5 milhões de quilômetros quadrados e um território e um espaço aéreo maiores que o da Europa inteira.

- E mais de 200 milhões de habitantes com a quinta maior população do  mundo…

- Com 380 bilhões de dólares  em reservas internacionais e uma das dividas mais baixas do planeta com relação ao PIB entre as 20 maiores economias.

- Consegue ser....

- E pensar…

- Tão pequeno !

- Ah se a Embraer fosse portuguesa...- concluiu Joaquim - pontuando a discussão com um gole que levou até a última gota de vinho e colocando, decisivamente, quase que de forma abrupta, a taça vazia sobre o pano da mesa - e então, pá, vamos embora ou mudamos de assunto?

A essa altura o nosso capixaba, já tendo pago a conta, não se aguentando mais de curiosidade, decide aproximar-se da mesa, e com a capa ao ombro, pendurada no dedo, já de saída, pergunta de sopetão, arriscando-se a levar um chega pra lá ou uma má resposta dos gajos:

- Os senhores vão me desculpar, mas antes de tomarem essa decisão, posso saber como entendem tanto de tudo isso ?

- Porque somos técnicos aeronáuticos, ó brazuca! Trabalhamos para uma subsdiária da EMBRAER daqui de Portugal, em Évora, e viemos passar o final de semana.


2 de nov de 2018

NÃO TOQUEM NAS RESERVAS INTERNACIONAIS











(Da equipe do blog) - Depois de o governo Temer ter detonado com mais de 200 bilhões de reais deixados pelo governo Dilma nos cofres do BNDES, criminosamente esterilizados com sua devolução “antecipada” ao Tesouro - quando havia um prazo de 30 anos para serem pagos - no lugar de tê-los  
investido em infraestrutura para a a geração de renda e emprego e a retomada de obras paralisadas - muitas dela pela justiça- chegou a hora do Presidente do Itaú, banco que lucrou mais de 20 bilhões de reais neste ano, propor a “saudável” diminuição das reservas internacionais do país - também economizadas pelo PT - para “diminuir” a dívida pública brasileira, que já é das mais baixas entre as 10 maiores economias do mundo.

Ora, não é preciso ser Mandrake para saber que diminuir a poupança nacional é saudável para os banqueiros.

A alegação de que o país precisa contrair dívida para manter as reservas e que o PT teria aumentado a dívida pública para criá-las é furada e uma das principais fake news criadas contra o Partido dos Trabalhadores - uma agremiação  absolutamente incompetente do ponto de vista de comunicação -  nos últimos anos. 

A dívida bruta quando o PT chegou ao poder, em 2002, e o país devia 40 bilhões de dólares ao FMI, era de 80% do PIB e quando Dilma saiu, em 2015, estava em 65%. 

Logo, a balela de que manter as reservas aumenta a dívida - que repassa dezenas de bilhões de reais a bancos como o Itaú todos os anos - é tão falsa quanto aquela que diz que o PT, que deixou quase dois trilhões de reais para o país em caixa, apenas de reservas internacionais e nos cofres do BNDES, quebrou o país que pegou na décima-terceira economia do mundo e que devolveu na oitava posição, em 2015, em quarto lugar entre os principais credores individuais externos dos Estados Unidos. 

Basta ver a situação da Argentina, obrigada a voltar a passar penico para o FMI, para aferir o tamanho da incompetência neoliberal e lembrar que cautela, reservas internacionais e canja de galinha não fazem mal a ninguém - como diria Tancredo.