16 de ago de 2018

A SÚBITA MOROSIDADE MOROLISTA E AS VÁRIAS FACES DA “JUSTIÇA” BRASILEIRA.







(Da equipe do blog) - Rápida e rasteira a ponto de, na hora de condenar Lula em primeira e segunda instâncias, bater recordes de celeridade e ultrapassar dezenas de processos mais antigos, e de até trabalhar quando de férias no destino preferido pelos monoglotas tupiniquins para evitar a soltura do ex-presidente em um final de semana, a “justiça” brasileira prova que torce e distorce as leis do jeito que bem entende e troca a marcha e para o carro na contramão do que costuma fazer desde que lhe convenha, quando se trata de interferir, de forma cada vez mais arbitrária, arrogante e descarada no processo político nacional.

Não bastasse a decisão, baseada em um processo espúrio, de impedir a candidatura do  cidadão que está à frente de todas as pesquisas de que participa, faltasse mais alguma coisa para reforçar a hipocrisia e as duas caras do pseudo morolismo da República de Curitiba, bastaria a decisão do juiz mais premiado pelos gringos de postergar para depois das eleições depoimentos de Lula que já estavam marcados, com a justificativa de evitar “a exploração eleitoral” dos interrogatórios.

Isso, tratando-se de um sujeito que, em benefício de um ego incomensurável e voraz e de uma tremenda vontade de aparecer,  sobe nos palcos e não recusa palanque, plaquinha, diplomas, palestras, espelhinhos e miçangas, em jantares pagos, convite a convite, a peso de ouro, no exterior, para a exploração da imagem da “justiça” brasileira, em defesa dos interesses políticos e institucionais de quem patrocina tais regabofes.  

Em outro caso de estranha, incontinenti, celeridade, seria interessante perguntar à Dra Dodge, ligada - desta feita  por razões familiares - também a certo país estrangeiro, quantos pedidos de antecipação de prazo ela já fez ao TSE para julgar e tornar inelegíveis outros candidatos às eleições deste ano que não o ex-presidente Lula.

E saber por que os mesmos ministros que estão soltando políticos do PP porque foram condenados com base principalmente em delações premiadas - sem provas - não fazem o mesmo com o principal líder do PT, que foi condenado a 12 anos de prisão apenas com base na palavra de dedo-duros de conveniência, relativa  a uma suposta, hipotética, promessa de favorecimento futuro.

Com a entrega, nunca efetivada, de um apartamento que nunca foi seu no qual jamais foram executadas certas - e amplamente alardeadas - reformas.

Será que a diferença é de apenas uma letra?

O FASCISMO E O VOTO EM BRANCO




(Da equipe do blog) - Nos últimos tempos, tem crescido, nas redes sociais e nos espaços de comentários dos maiores portais e jornais, o número de mensagens de supostos lulistas e eleitores de Lula defendendo o voto em branco ou nulo caso o ex-presidente seja definitivamente impedido de concorrer às eleições. 


A linguagem e o estilo das mensagens, muitas delas  publicadas por identidades falsas, parece indicar que os comentários estão sendo publicados por antilulistas, com o intuito de tirar votos do indicado do PT para substituir eventualmente Lula na corrida pelo Palácio do Planalto, beneficiando diretamente o seu maior adversário, justamente aquele que está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, e que mais teria a ganhar com o impedimento, pela “justiça”, do cidadão Luís Inácio disputar a Presidência da República.


Essa “campanha” se junta a outras pilantragens do mesmo naipe, voltadas para explorar a ignorância popular, como a que afirma e pede divulgação no WathsApp que se houver mais de 50% de votos em branco, as eleições seriam anuladas e os candidatos registrados automaticamente impedidos de voltar a se candidatar, o que também é absolutamente falso.


Quem prega a anulação do voto, em um momento em que o país precisa de uma ampla Frente Democrática Antifascista para combater o que há de pior na política brasileira no segundo turno, pode até estar defendendo, no final de contas, votos em branco.


Desde que sejam em certo “branco” homofóbico, conservador, policialista, defensor da tortura, do armamento da direita e da ditadura, que confunde quilombos com quilombolas e acha que os últimos devem ser medidos e pesados em arrobas, como bois antes de ir para o matadouro.


     


8 de jul de 2018

A BACIA DE PILATOS




(Do blog com equipe) - O desembargador plantonista do TRF-4, Rogério Favreto, expediu nova ordem para a libertação de Lula no prazo de uma hora.

A televisão continua dizendo que há um impasse jurídico quando o que há é uma ilegalidade.

Afirmando também que a qualquer momento o Presidente do TRF-4 e o desembargador relator da ação de Lula, que não estão trabalhando oficialmente, podem desautorizar o desembargador plantonista responsável pelo Tribunal, o que não é verdade

Enquanto isso, os responsáveis pelo Poder Judiciário continuam fingindo que não é com eles e fazendo cara de paisagem, assistindo à crise institucional da justiça brasileira e à flagrante chicana que está sendo encenada e perpetrada por Moro e seus asseclas como se dela não tivessem conhecimento ou estivessem vendo uma comédia na telinha comendo pipoca, levantando-se de vez em quando apenas para lavar as mãos para tirar o sal e a manteiga - em uma bacia de louça emprestada de Pilatos.

VIROU ZONA




(Do blog com equipe) - A atitude de certo juiz de Curitiba de interferir na decisão de um desembargador do TRF-4 que mandou soltar o ex-presidente Lula ainda neste domingo é a gota que faltava para mostrar que a justiça está sendo descaradamente desobedecida e vilipendiada por bufões e tartufos de  primeira instância no Brasil.

Caso o comportamento não seja coibido, isso equivalerá a um reles golpe de estado dado por um juiz de piso contra a República e o Estado de Direito em nosso país.

A mídia de sempre quis dar a impressão que se trata de um imbróglio judiciário quando não há imbróglio algum.

Moro não é o delegado da Polícia  Federal encarregado de cumprir a determinação da justiça, não é o dono da custódia de Lula e não tem que se meter, interceptando ou prejudicando o cumprimento - especialmente no fim de semana - de uma decisão tomada pela autoridade competente, hierarquicamente superior, de um desembargador de plantão.

O que vai ocorrer daqui pra frente quando um juiz de primeira instância discordar da determinação - que se sequer estava dirigida a ele - de um desembargador?

Independente do desfecho desse episódio, a palavra e a responsabilidade estão com o órgão máximo do Judiciário, que deve assumir o seu papel de fazer cumprir a lei e a Constituição e a velha máxima de que decisão judicial não é para ser desobedecida e sim para ser cumprida incontinenti, evitando que se abram precedentes que irão transformar a justiça brasileira em uma balbúrdia em que terá maior poder quem espernear ou gritar mais alto, no lugar de obedecer aos prazos e ritos previstos no trâmite judiciário normal.


Caso o STF se exima de manifestar-se sobre esse gravíssimo ato, absolutamente político, será o mesmo que confessar que quem manda no Brasil é a famigerada república que se instalou solertemente em Curitiba.


Nesse caso é melhor abandonar o prédio da Suprema Corte ao porteiro que estiver de plantão com as chaves de arquivos e gabinetes para que sejam entregues em prazo hábil ao insolente - e totalmente desequilibrado - juiz de piso que está agindo como se estivesse no comando da Nação.

A EMBRAER, A BOIENG E O ACORDO DO PORCO COM A GALINHA PARA VENDER OVOS COM BACON..




(Do blog com equipe) - Demorou mas a Embraer e a Boeing assinaram um memorando para a compra do controle da primeira pela segunda na área de aviação civil regional, justamente o filé da companhia brasileira.

Segundo o anunciado a Boeing vai pagar pouco mais de 4 bilhões de dólares para ficar com 8 em cada 10 ações e a EMBRAER com 20%.

Idiotas acham que isso não faz diferença.

Mas é obvio que se eu tenho apenas um quinto - ainda mais sem Golden Share - quem é que vai mandar na empresa?    

Agora, se o negócio é bom para os dois, porque não ficou no meio a meio?

Porque o governo, que tem 380 bilhões de dólares em reservas internacionais herdadas do PT, e acha que para o Brasil essa associação vai ser a última limonada do deserto, não capitalizou a Embraer com dois bilhões de dólares para voltar ao negócio e garantir que ficassem em mãos brasileiras pelo menos 50% da nova empresa, ou melhor, 51% de uma companhia na qual a sociedade brasileira investiu tanto tempo, talento e dinheiro?

Como vai se assegurar que a fabricação das aeronaves fique no Brasil com esse acordo?

Ou a Embraer vai ter que transferir a produção dos aviões para os Estados Unidos, como teve que fazer quando foi obrigada pelo governo norte-americano a se associar com a Sierra Nevada da Flórida para vender para a Força Aérea dos EUA e para seus aliados o caça ligeiro Supertucano?

Pensando friamente no assunto, o que o atual governo brasileiro está fazendo é claro e cristalino.

Primeiro, permitir que os Estados Unidos, tomando controle da área de aviões regionais da Embraer, justamente a parte nobre do negócio, alcance o objetivo estratégico de controlar, de fato, o futuro da indústria aeronáutica brasileira.

E em segundo lugar, permitir que a Boeing tire do seu caminho um dos únicos concorrentes que tinha condições de, no futuro, se quisesse, passar a produzir aviões maiores, concorrendo diretamente com a própria Boeing e sua “concorrente” a Airbus, que acaba de fazer a mesma coisa com a Bombardier canadense.


Afinal, quem fabrica aviões para 150 passageiros, pode produzir aeronaves para 200, 260 passageiros.

Para isso só precisa de tempo e tecnologia.
Insumos que a Embraer já provou saber administrar com rara competência ao desenvolver toda uma nova família de aviões, a E2 (foto) em apenas cinco anos.

Um excelente negócio para as duas maiores fabricantes de passageiros do mundo, que passam a exercer, em conjunto, um virtual monopólio no mercado global de aviões de passageiros de grande porte, avaliado em uma bagatela de aproximadamente 200 bilhões de dólares por ano.

Esse acordo da Embraer com a Boieng não lembra aquele acordo - ronc, ronc, ronc, Mister Temer - do porco com a galinha para vender ovos com bacon?

Ganha um pirulito e uma calça curta de tergal o coxinha que achar que norte-americanos e europeus não se sentaram para conversar a respeito.

29 de jun de 2018

PENCE, O BRASIL E OS EUA. NADA A TEMER - SE ESTIVERMOS DE HAVAIANAS.


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(Do blog com equipe) - Está explicado porque a viagem do vice-presidente dos EUA à América do Sul, dessa vez incluiu o Brasil em sua “agenda”.


Nada a ver com alguma mudança de postura na atitude dos EUA de mostrar ao resto do continente que o Brasil tem que ficar, diplomaticamente,  onde está, na berlinda, por ser justamente o país que nos governos anteriores estava tentando contrabalançar na América do Sul a influência norte-americana.


Michael Pence veio ao Brasil não para visitar São Paulo e o Rio de Janeiro, ou Temer, que, aliás, deveria ter relegado o papel de recebê-lo a um vice-presidente que não existe, ou ao Ministro das Relações Exteriores, mas para comparecer a Manaus para tirar selfies com “refugiados” venezuelanos e atacar Maduro, com um programa - para um país que separa crianças dos pais e os enfia em  campos de concentração infantis, vulneráveis a todo tipo de abuso - profundamente hipócrita e descaradamente político.


O espetáculo, que poderia ter sido feito na Colômbia, onde acaba de ser eleito um governo proto-fascista, à direita do que havia antes, não foi encenado  no Brasil por acaso.


Tratava-se de mandar um recado claro a outras capitais, como Buenos Aires, à própria Bogotá e Santiago, de que aqui, agora, quem manda são eles.


Que falam e fazem o que quiserem,  no território de um país cada vez mais abjeto, submisso e irrelevante do ponto de vista internacional.


Até mesmo oficiar cerimônias religiosas e atacar de forma iracunda seus desafetos regionais, sem dar satisfação a quem quer que seja, como se estivessem em  sua própria casa.


Incluído ou, principalmente o próprio governo brasileiro,  de quem o vice-rei do palhaço maluco que agora ocupa a Casa Branca puxou as orelhas publicamente, cobrando mais rigor no trato com a Venezuela.


A ressaltar, a digna atitude do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que se recusou a atender às humilhantes  exigências do protocolo de segurança norte-americano e não foi ao pé do avião receber o gringo, um ex-católico convertido ao protestantismo, membro do Tea Party, extrema-direita dos “conservadores” norte-americanos, famoso por ter metido a tesoura nos orçamentos de programas sociais quando era governador de Indiana.  


Pronto a deixar o poder no final do ano, Temer não irá aos EUA.


Se o fizesse,  seria aconselhável já ir calçado de havaianas.


Para não ter o trabalho de tirar os sapatos quando fosse revistado pelos agentes de “la migra” ao passar pelos controles de entrada no país do aeroporto.

27 de jun de 2018

OU O STF PARA O FASCISMO OU O FASCISMO TOMA POSSE DO BRASIL.





(Do blog com equipe) - A fascistada acordou ontem,  com a decisão da segunda turma do STF de relaxar a prisão de José Dirceu, com uma macaca de pijama de cetim.

As reações foram um primor de hipocrisia, canalhice  e manipulação.

Até mesmo procuradores ligados à Lava Jato, provando mais uma vez que não tem a menor desfaçatez de tentar fazer,  descaradamente, política - o que lhes é claramente vedado pela Constituição - atacaram a decisão do Supremo Tribunal Federal e postaram, com a criatividade e o senso de humor de lagartos dourando-se ao sol, piadinhas e “ironias” insossas nas redes sociais.

Apesar do jogo da seleção brasileira, bolsossauros, mbls e hitlernautas, passando por coxinhas adoradores de patos de borracha e outros tipos de otários que compõem, de modo geral, a massa ignara e preconceituosa que se espraia como detrito sólido na maré baixa cibernética, rasgaram as vestes e espalharam as cinzas do morolismo e da falsidade sobre suas cabeças, em um dia como todos os outros, em que a esquerda e aqueles que se dizem preocupados com a democracia e o futuro da liberdade no nosso país não federam nem cheiraram e brilharam, mais uma vez - que nos perdoem a franqueza - por sua costumeira ausência do combate direto ao fascismo nos espaços de comentários dos principais jornais, revistas e portais da internet.

Ao fazer isso, muita gente perdeu a oportunidade de lembrar que, quanto a José Dirceu, qualquer um com um mínimo de discernimento que não se paute de forma abjeta e imbecil pelo noticiário das  redes de televisão, sabe que o mensalão foi um golpe destinado a livrar a cara de bandidos que para tirar o seu traseiro da reta resolveram jogar um coquetel de esterco e de mentiras no ventilador.

Abrindo caminho para uma interferência indevida da justiça na história nacional, baseada em uma tese jurídica aqui esdruxulamente aplicada, que deu início a um processo retorcido de criminalização do financiamento empresarial de campanha, da atividade política e do presidencialismo de coalizão no Brasil.
Não se pode continuar repartindo, de forma desigual, como o pão do inferno, entre gregos e goianos, a perseguição, a exceção e a arbitrariedade, e o ideal é que elas deixassem de ser usadas, ao menos no plano jurídico,   como cínicas e contundentes armas políticas neste país.

É preciso parar, ou ao menos disfarçar, a evidente, massacrante, de paquidérmica sutileza, parcialidade e seletividade de certos segmentos da justiça no Brasil.

Da mesma forma que ninguém investiga em que circunstâncias se deu, por empresas privadas, o financiamento e a construção da sede do Instituto  Fernando Henrique Cardoso, que foi inaugurado em apenas dois anos, com dez milhões em caixa e todo mundo investiga o terreno que pretensamente estava destinado ao Instituto Lula.

Do mesmo jeito que policiais e procuradores fuçam, com lupas, as provas das palestras de Lula, quando e como foram feitas, procurando pelo em cabeça de ovo, e ninguém investiga as de Fernando Henrique, que custavam o mesmo preço e eram dirigidas para basicamente os mesmos clientes, sem que nesses encontros FHC explicasse o milagre de ter feito o PIB e a renda per capita do país diminuir e a dívida líquida pública duplicar com relação ao PIB em oito anos, apesar de ter vendido 100 bilhões de dólares em empresas estratégicas para os gringos; e Lula certamente tenha sido instado a explicar  como conseguiu quintuplicar o PIB e a renda per capita em oito anos e cortar a dívida pública pela metade, além de pagar os 40 bilhões de dólares que FHC deixou de dívidas com o FMI e ainda economizar mais de 300 bilhões de dólares em reservas internacionais.

E que todo mundo investiga e bloqueia o dinheiro do Instituto  Lula e os bens de Lula, mas ninguém os recursos do Instituto de Fernando Henrique, que tem  dentro e fora do Brasil apartamentos (mesmo quando se trata de agregados) perto dos quais o tal triplex - que, ao contrário de FHC, não está nem nunca esteve no nome de Lula - pareceria um barraco de favela; José Dirceu foi condenado por fazer consultorias quando, se fosse de direita, todo mundo acharia perfeitamente normal que as fizesse e ainda enfiasse dezenas de milhões de reais no bolso - vide o caso do Sr. Henrique Meirelles que recebeu, pouco antes de entrar  no governo, mais de 220 milhões de reais com esse tipo de serviço apenas em contas no exterior em quatro anos e ninguém se coçou por causa disso.

Ora, ao soltar João Cláudio Genu e José Dirceu, permitindo que eles aguardem em casa os recursos encaminhados por sua defesa, deixando claro que ao tomar essa decisão não estavam agindo de forma ideológica, porque os dois beneficiados pertencem a orientações políticas totalmente diferentes, a maioria  dos ministros da Segunda Turma mostrou que não aceita a validade de súmulas gestapianas (de GEHEIME STAATSPOLIZEI, a polícia secreta do estado nazista) como a do TRF-4, que transformou em automática a prisão após condenação em segunda instância.

Nem a chicana armada pela vice-presidente da mesma instituição,  endossada pelo Ministro Edson Fachin, dirigida a sabotar o funcionamento da justiça e impedir que os ministros da Segunda Turma pudessem apreciar e julgar a situação de Lula, em um momento de extrema gravidade para o futuro nacional.

O que está por trás dos embates do Supremo, entre “justiçalistas” (de justiçamento mesmo) e constitucionalistas, não é apenas o destino de um ex-presidente da República mas o porvir do Brasil.

O ministro Edson Fachin e outros  que tem seguido suas posições precisam entender que, com sua teimosia em impossibilitar, com manobras jurídicas, a candidatura Lula, baseados em uma condenação espúria, sem provas, criticada em todos os países civilizados do mundo, estão assumindo - ao impedir que o povo escolha livre e soberanamente por quem quer ser governado - mais que o risco, a inequívoca decisão de entregar o Brasil de mão beijada à truculência e ao autoritarismo da pior espécie nas  eleições que se realizarão neste país em pouco mais de 12 semanas.
A ignomínia e o descaro é tão grande que já tem deputado afirmando, publicamente, que é preciso "parar o STF".
 
Quando o que está ocorrendo é exatamente o  contrário.

Depois de tantos equívocos, recuos e subterfúgios, é o FASCISMO. com base na mais estrita observância da Constituição e do espírito da lei, que tem que ser parado pela Suprema Corte do país.

23 de jun de 2018

LULA E A MALDIÇÃO DO ÓDIO


(Do blog com equipe) - O sistema tenta, tenta, mas não consegue disfarçar a sua permanente estratégia lafontainiana do Lobo e do Cordeiro com relação a Luís Inácio Lula da Silva.

Não que Lula seja - muito pelo contrário - um ovino.

Sem chegar a ser uma jararaca, sua força junto à população brasileira não pode ser subestimada ou não estaria - mesmo preso - à frente de todas as intenções de voto para a presidência da República.

Aliás, voltando à fábula lupina, não é por outra razão a não ser essa que o objetivo evidente da extrema-direita, de morolistas a intervencionistas, mbls e bolsonarianos, é conservar o ex-presidente preso, seja por quantos ou quais motivos forem desde que um deles se preste a mantê-lo afastado das urnas, da vontade popular e das eleições presidenciais deste ano.      

Da mesma forma que o imparcial vice-rei de Curitiba, retornado de mais um périplo pela Metrópole, apressa a repetição da condenação furada do tríplex no caso do sítio de Atibaia, calculando seu desfecho para uma data próxima da véspera do pleito eleitoral, só os ingênuos acreditam que a homologação da delação premiada de Palocci foi aprovada justamente agora pelo desembargador  João Pedro Gebran Neto, um dos cavaleiros do apocalipse do TRF-4, porque o STF acaba de aceitar a possibilidade da negociação de delações premiadas pela Polícia Federal e que isso não teve nada a ver com o julgamento dos recursos da defesa de Lula que estava marcado para daqui a quatro dias na Suprema Corte.

A delação de Palocci não acrescentará nada à narrativa e à estratégia conhecida por todos, desde que a tese do suposto mensalão foi inventada para tirar o traseiro de um pilantra da reta da seringa e inaugurou quase que oficialmente a abjeta prática da utilização maciça da justiça como arma política no Brasil.

É o mesmo "bom" e velho golpe dos prejuízos da ordem de dezenas de bilhões de reais da Petrobras, que nunca existiram a não ser por delações de conveniência, como provado pela AEPET recentemente, e da criminalização retroativa do presidencialismo de coalizão, do Caixa Dois e do financiamento privado de  campanha, com o já cansino objetivo de, sem provas que o justifiquem, atingir Lula e Dilma.

Uma meta já perseguida antes, por tantas vezes, com dezenas de delatores "premiados" de todas as espécies e matizes, que aceitaram corroborar a história da carochinha oficial, como quase que única, exclusiva forma, de se livrarem das respectivas grades, mesmo que apenas para conquistar o direito a prisão domiciliar ou ao uso de uma tornozeleira eletrônica.

No inesgotável cinturão das mentiras e das manobras as balas de ouro, aço e prata se reproduzem, como em um passe de mágica, como fungos na superfície do esgoto ou um bando de roedores escondidos entre os caixotes do Ceasa.

Todas as vezes que o destino de Lula está prestes a ser decidido mais uma vez pelo STF, o "sistema" saca, como uma pistola com o pente sempre lotado,  mais um factoide contra o ex-presidente da República, voltado, quando necessário, não apenas para constranger os membros da Suprema Corte mas também para intoxicar a opinião pública.

Ou um novo casuísmo destinado a cercar e combater, por todos os lados, a mais remota chance que ele tenha de sair do lugar em que se encontra.

No impedimento de - mesmo com a delação de Palocci - se assegurar um julgamento que prejudicasse Lula no âmbito da Segunda Turma do STF, uma vice-presidente do mesmo TRF-4, alegando que as provas - absolutamente inexistentes - não poderão mais ser revistas, negou - na undécima hora - a possibilidade do recurso extraordinário ser analisado pelo STF, dando ao Ministro Fachin a oportunidade de suspender o julgamento e arquivar o pedido da defesa.

Iludem-se aqueles que acham que, quando forem registrados no livro de História os anais dos vergonhosos dias que este país está vivendo agora, não estarão lá, boi a boi, os nomes daqueles que estão fazendo, com uma descarada guerra jurídica, tudo que é preciso para entregar o país ao fascismo no final de 2018.

Assim como se equivocam dentro do próprio PT aqueles que acham que Lula tem alguma chance de voltar ao embate eleitoral com alguma estabilidade em sua situação ou um mínimo de segurança jurídica.

Além de mantê-lo como candidato até quando for possível, urge providenciar a costura de uma aliança nacional antifascista, porque novos processos - e campanhas midiáticas - serão fabricados e movidos, em sequencia e sucessivamente, sempre que for necessário, contra ele, até que surja um novo golpe jurídico destinado a impedi-lo definitivamente de concorrer às eleições.

A desavergonhada lawfare vai continuar, apesar da posição de certos membros do Supremo.

Afinal, é preciso castigar, exemplarmente, independentemente da simpatia da maioria da população estar com ele, o cabeça chata suspeito de sua mulher - que já morreu - ter tentado comprar um triplex xexelento ou de tentar ajudar a dar uma melhoradinha num sitiozinho mambembe de um amigo, para se esconder nele nos fins de semana, justamente da exposição e do tipo de vizinhança incômoda que teria infernizado a vida da família mais caluniada do Brasil caso ela tivesse insistido em se mudar pro Guarujá.

Um sem-dedo, um sem-pescoço atrevido, culpado de ter caído ainda criança de um pau de arara na periferia da maior cidade do país, para transformar o Brasil em um país capaz de fabricar caças supersônicos e submarinos a propulsão nuclear e na sexta maior economia do mundo.

Enquanto outros políticos e homens públicos que fizeram de papel passado excelentes negócios com imóveis nos últimos anos passam suavemente, pelo céu azul de Brasília, como Zeppelins prateados, montados em brancas nuvens de cúmulus, acariciadas pelo sopro  leve , quase brisa - dos ensolarados ventos do Planalto, embalados nos seus sonhos de poder e de grandeza - agora cada vez mais próximos, graças à perseguição e a condenação de Lula.

O objetivo está claro e é solerte, desprezível.

Não apenas impedir o outsider que veio de Garanhuns de voltar a fazer política.

Mas mantê-lo aprisionado - com base em uma condenação que até mesmo as pedras do calçadão de Copacabana sabem que é mentirosa e fuleira, baseada em uma escritura inexistente e em nenhuma ligação com o suspeitosíssimo escândalo da Petrobras - até mesmo depois de sua eventual morte institucional, com novas e numerosas acusações e sentenças, baseadas em delações premiadas, que pesem sobre sua cabeça como as gigantescas lápides que cobrem, nos filmes de terror, os sarcófagos dos faraós amaldiçoados, para que eles não possam ser despertados nem voltar jamais à vida.

Neste país de hipócritas, covardes e calhordas,  ninguém sabe o que é maior e mais absoluto.

Se o medo de ver de novo um governo nacionalista e desenvolvimentista no Palácio do Planalto, capaz de pagar a dívida com o FMI e economizar - sem aumentar a divida-PIB com relação a 2002 - 380 bilhões de dólares em reservas internacionais.

Se o ódio irracional, rasteiro, ascaridiano, parasitário, que aqueles que desprezam o Brasil - mas não renunciam a dominá-lo - nutrem, como o veneno que lhes escorre como baba do canto da boca, pelo ex-presidente Lula.