16 de jan de 2018

A DEFESA DA DEMOCRACIA E AS AMEAÇAS AOS DESEMBARGADORES QUE IRÃO JULGAR LULA.




(Do blog e equipe) - Encaradas pelos adversários do ex-presidente como meras manifestações de apoio a Lula, as iniciativas previstas para o dia 24 de janeiro em Porto Alegre envolvem também pessoas que sabem que qualquer um pode estar sujeito ao arbítrio quando ele se estabelece, e que estão preocupadas com a preservação do Estado de Direito, dos pressupostos que sustentam a ideia de justiça e de defesa e com o futuro da Liberdade e da Democracia no Brasil.


Respondendo a essa postura claramente política, que obedece a uma questão de princípio, factoides tem sido produzidos pelo outro lado, que vão da ampla cobertura da mídia da viagem do Presidente do TRF-4 a Brasília para tratar com a ministra Carmem Lúcia e outras importantes figuras da República de ameaças “anônimas” que estariam sendo sofridas pelos três desembargadores que irão julgar, no dia 24, os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula, a inexistentes relatórios do Ministério da Justiça que teriam sido produzidos sobre o mesmo tema.


É simples.


Se as ameaças são “anônimas”, como descrito – embora sua autoria pudesse ser detectada com relativa facilidade com os modernos recursos técnicos hoje à disposição da polícia – elas não podem ser atribuídas a princípio a nenhum dos lados em disputa.


Embora a mídia e os “ameaçados” pareçam estar querendo, indiretamente, passar à população a impressão e a suspeita de que essas tentativas de coação vem da esquerda, até que seus autores sejam identificados tais ameaças podem estar sendo perfeitamente feitas - ou plantadas de forma dirigida e intencional - pela própria direita ou pela extrema direita, para “esquentar” o “clima”, aumentar ainda mais a tensão e justificar o uso desatado de violência contra os manifestantes pró-democracia que estarão em Porto Alegre no dia 24 de janeiro, além de jogar contra eles a opinião pública.


A divulgação dessas “ameaças”, somadas a outros episódios no mínimo polêmicos, como o pedido de tropas do Exército e da Força Nacional feito pelo prefeito da capital gaúcha, depois recusado pelo Ministério da Defesa, apontam para a possibilidade de ações terroristas no âmbito das manifestações, com a participaçao de provocadores e principalmente de infiltrados se fazendo passar por “esquerdistas” - como já ocorreu várias vezes até mesmo com o uso eventual de agentes de “inteligência”, desde 2013.


Não custa nada sugerir, portanto, por parte dos organizadores das manifestações, o máximo de atenção e tolerância zero com indivíduos mascarados ou armados de paus, pedras, coquetéis molotov, etc, que tentarem se imiscuir ou posicionar nas áreas ocupadas pelos manifestantes, tornando necessária a formação e utilização, como é comum nessas circunstâncias em outros países do mundo, de brigadas de segurança aptas não apenas a pará-los, mas também a fotografá-los e identificá-los devidamente antes de entregá-los à polícia.

12 de jan de 2018

BNDES: O AUSTERICÍDIO NEOLIBERAL EVITA QUE SEJAM INVESTIDOS NA ECONOMIA CENTENAS DE BILHÕES DE REAIS DEIXADOS PELOS GOVERNOS ANTERIORES NOS COFRES BRASILEIROS.




(Do blog) - Mentirosamente acusado de ter sido “quebrado” pela “incompetência” e “ladroagem” do PT, que deixou em seus cofres, no final do governo Dilma, a miserabilíssima quantia de mais de 200 bilhões de reais em caixa e um total de ativos de cerca de 800 bilhões, o BNDES corre o risco de derreter com a sucessão de “pagamentos” “adiantados” ao Tesouro (de uma dívida que teria 30 anos para pagar) feitos pelo atual governo.

Não satisfeita em ter sangrado dos cofres da instituição, em 2015 e 2016, em 130 bilhões de reais, a administração Temer pretende sacar mais 130 bilhões em 2017 e 2018, para diminuir teoricamente uma volúvel dívida pública – cujo valor em dólares aumenta ou diminui a cada vez que alguém arrota em Wall Street - em relevantíssimos menos de 6%.

Palmas para a turma de banqueiros privados - relíquia caterva - que se encontra encastelada atualmente no governo.

Afinal, o país NÃO está precisando de investir centenas, dezenas de bilhões de reais, na retomada de obras irresponsavelmente paralisadas – pela recessão e principalmente pela “justiça” - em todo o país, nos últimos quatro anos.

O governo, com a desculpa de não ter dinheiro, NÃO está cortando as verbas de tecnologia, defesa, investimentos, reduzindo este último quesito a apenas 3% do orçamento neste ano.

O Brasil NÃO tem necessidade de criar vagas de trabalho, com mais de 12 milhões de cidadãos procurando emprego.

A despesa do país NÃO tem aumentado exponencialmente, desde a queda de Dilma, em outras áreas como a do aumento de salários da nata do funcionalismo, por exemplo, enquanto o salário mínimo é reajustado em menos de 20 reais, o menor aumento em 24 anos. 

As empresas arrebentadas pela Operação Lava Jato, que desempregaram cerca de um milhão de trabalhadores, NÃO estão precisando de alternativas de financiamento, depois de terem sido golpeadas por gigantescas multas e de ver o seu crédito e o crédito de seus fornecedores, além do patrimônio de seus investidores e acionistas, ir por água abaixo devido à abertura de inquéritos e processos baseados apenas no depoimento verbal de dedo-duros interessados em tirar o seu da seringa, sem necessidade da apresentação prévia de qualquer prova concreta.

Ora, o que importa é manter a qualquer preço o discurso cínico e mendaz de que o Brasil está quebrado, ou melhor, de que ele foi quebrado pelo PT, quando, além das centenas de bilhões de reais deixados nos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, os governos Lula e Dilma, além de pagar a dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI, em 2005, ainda deixaram 340 bilhões de dólares - ou mais de um trilhão e duzentos bilhões de reais - em reservas internacionais nas arcas federais, e uma relação dívida pública-PIB – bruta ou líquida - menor do que havia em 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso.

Por trás do enxugamento do BNDES - tirando do Brasil a capacidade de competir com grandes bancos de fomento das principais nações, como os EUA, a Alemanha, a Coréia, o Japão, a China -  como aliás ocorre com a proposital destruição de outros bancos oficiais, com o corte em linhas de financiamento e o fechamento de centenas de agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, nos últimos meses - está a velada intenção, sutil como um dinossauro saindo de um poço de lama, de diminuir a oferta de crédito e serviços de instituições públicas, para empurrar obrigatoriamente correntistas e empresas para os braços de bancos privados, incluídos estrangeiros, que cobram juros mais caros, com a estapafúrdia desculpa de que o setor bancário “público” – que em alguns casos já conta com instituições com ações em bolsa - cresceu demasiadamente nos últimos anos.

E esmilinguir grandes empresas, como a Petrobras, a Eletrobras, o próprio Banco do Brasil e a Casa da Moeda, por exemplo, para justificar o seu “enxugamento” e a privatização de seu controle em médio ou longo prazo.

Enfraquecendo o país, desnacionalizando a economia e vendendo o futuro da nação e os instrumentos estratégicos imprescindíveis ao seu desenvolvimento – como ocorreu nos anos 1990 - na bacia das almas, a preço de banana, pela  porca e abjeta quantia de 30 dinheiros.

9 de jan de 2018

OS DOIS GOLPES DE 2018



(Revista do Brasil) - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) anunciou o dia 24 de janeiro como data para a apresentação do resultado do julgamento dos recursos impetrados pela defesa de Lula contra a sua condenação no caso do tríplex do Guarujá. Lula foi condenado, kafkianamente, por ter supostamente “recebido” R$ 3,7 milhões na forma de um apartamento que nunca foi dele – a propriedade está em nome de um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal – e de obras nesse apartamento. Segundo seus acusadores, seriam “recursos oriundos” de propinas da Petrobras, quando todo mundo sabe, incluídos os funcionários da empresa, que ele nunca se envolveu diretamente com a gestão da companhia.

Em qualquer lugar do planeta, ninguém poderia ser condenado por ter recebido algo que nunca foi seu.

No país arbitrário, hipócrita e surreal em que estamos vivendo, com o descarado uso político da “justiça” por grupelhos partidários de juízes de primeira instância e procuradores do Ministério Público, isso não é apenas possível, como a parte mais poderosa da mídia endossa e aplaude tal absurdo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Apenas para efeito de comparação, a mesma “justiça” que se adianta para condenar Lula em segunda instância, no tempo recorde de seis meses, com objetivo de impedir que ele concorra à presidência da República, em uma eleição em que é franco favorito, levou 12 anos para julgar um ex-governador tucano – Eduardo Azeredo, também ex-presidente do PSDB – em primeira instância e mais dois para julgá-lo na segunda, sem confirmar sua prisão e reduzindo, no final, a sua pena.

Mas para uma imprensa que se diz isenta e afirma defender o direito e a liberdade, isso também não vem ao caso e é a coisa mais comum do mundo.

Tivessem um mínimo de pudor, aqueles que querem condenar Lula esperariam outro, entre os muitos processos que estão sendo movidos contra ele, que tivesse um mínimo de provas ou verossimilhança.

Mas isso exigiria, diante de seu constante crescimento nas pesquisas, um precioso tempo.

A mesma justiça que quer homologar a condenação de Lula em tempo recorde, nega à sua defesa o acesso a supostas provas contra ele.

Mas para certa imprensa que se diz isenta e afirma defender o direito e a liberdade, isso também não vem ao caso e é merecedor, apenas, de se fazer cara de paisagem e também a coisa mais banal do mundo.

O povo brasileiro tem o direito de escolher, sem interferência de quem quer que seja, o candidato – qualquer que seja ele – que mais lhe aprouver nas próximas eleições. E de ver subir a rampa do Palácio do Planalto aquele que tiver mais votos.

Há dois golpes em andamento para 2018.

O primeiro, já anunciado, será dado, diante do mundo inteiro, no dia 24 de janeiro: impedir – com uma condenação furada, feita com base em delação premiada e em uma armação jurídica – que o principal candidato concorra às eleições. Isso equivale a um golpe de Estado aqui como em qualquer lugar do globo. É interferir descarada e diretamente na história de um país que conta com a quinta população e o quinto maior território do planeta, como se isso aqui fosse uma República de Banana. (Ou melhor dizendo, alô, alô, sociedade civil organizada; alô, alô, defensores do Estado de Direito e da Democracia: de “bananas”.)

Uma coisa leva à outra.

O segundo golpe – depois não adianta dizer que a cigana não avisou – também já está sobejamente anunciado.

Ele também é filho torto da “justiça” e tão hediondo e temerário quanto o primeiro. E equivalerá a promover, historicamente, a deliberada, assumida e desavergonhada entrega do país ao fascismo, pela “justiça” brasileira – tente-se ou não tapar o sol com a peneira, caso se confirme a decisão já claramente sinalizada por juízes, desembargadores, e até mesmo ministros da Suprema Corte. 

E não me venham disfarçar ou mascarar isso com especulações fantasiosas ou a edificação de improváveis e imponderáveis, oníricas, quimeras eleitorais – no dia 30 de outubro de 2018.