2 de nov de 2018

NÃO TOQUEM NAS RESERVAS INTERNACIONAIS











(Da equipe do blog) - Depois de o governo Temer ter detonado com mais de 200 bilhões de reais deixados pelo governo Dilma nos cofres do BNDES, criminosamente esterilizados com sua devolução “antecipada” ao Tesouro - quando havia um prazo de 30 anos para serem pagos - no lugar de tê-los  
investido em infraestrutura para a a geração de renda e emprego e a retomada de obras paralisadas - muitas dela pela justiça- chegou a hora do Presidente do Itaú, banco que lucrou mais de 20 bilhões de reais neste ano, propor a “saudável” diminuição das reservas internacionais do país - também economizadas pelo PT - para “diminuir” a dívida pública brasileira, que já é das mais baixas entre as 10 maiores economias do mundo.

Ora, não é preciso ser Mandrake para saber que diminuir a poupança nacional é saudável para os banqueiros.

A alegação de que o país precisa contrair dívida para manter as reservas e que o PT teria aumentado a dívida pública para criá-las é furada e uma das principais fake news criadas contra o Partido dos Trabalhadores - uma agremiação  absolutamente incompetente do ponto de vista de comunicação -  nos últimos anos. 

A dívida bruta quando o PT chegou ao poder, em 2002, e o país devia 40 bilhões de dólares ao FMI, era de 80% do PIB e quando Dilma saiu, em 2015, estava em 65%. 

Logo, a balela de que manter as reservas aumenta a dívida - que repassa dezenas de bilhões de reais a bancos como o Itaú todos os anos - é tão falsa quanto aquela que diz que o PT, que deixou quase dois trilhões de reais para o país em caixa, apenas de reservas internacionais e nos cofres do BNDES, quebrou o país que pegou na décima-terceira economia do mundo e que devolveu na oitava posição, em 2015, em quarto lugar entre os principais credores individuais externos dos Estados Unidos. 

Basta ver a situação da Argentina, obrigada a voltar a passar penico para o FMI, para aferir o tamanho da incompetência neoliberal e lembrar que cautela, reservas internacionais e canja de galinha não fazem mal a ninguém - como diria Tancredo.

11 de out de 2018

BEM-VINDOS AO FASCISMO. O BULLYING ELEVADO À ENÉSIMA POTÊNCIA.


(Da equipe do blog) -  Com uma lâmina, uma mulher tem uma suástica escavada na pele, em Porto Alegre.

Um estudante da Universidade Federal do Paraná é levado para o hospital em Curitiba, após ser espancado por integrantes de uma torcida organizada, em frente à universidade, em meio a gritos de apoio ao candidato que está na frente das pesquisas do segundo turno, por estar usando um boné de um movimento social e uma camiseta vermelha.

Um mestre de capoeira, artista e educador baiano, Moa do Katendê,  é assassinado com 12 facadas em Salvador. por um simpatizante e eleitor do mesmo candidato por ter declarado seu voto a favor do PT. 

Ora, o que diria esse candidato se, em vez de ser um maluco, o sujeito que o esfaqueou se declarasse petista, e o candidato do PT, confrontado com o fato, respondesse: - O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso. Mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam.”

Se não pode controlá-los como “lider” político, será que o candidato da extrema-direita vai conseguir controlá-los quando for Presidente?

Quem vai “segurar” certo tipo de policial que acha que é uma  marca de amor, ou de “budismo”, o desenho a faca de um símbolo que levou à morte de 70 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial há menos de 70 anos na barriga de uma moça de 19 anos, porque ela estava vestida com uma camiseta do #elenão, com um apelo político divergente? 

Quem vai conter o guardinha da esquina, que está careca de saber a opinião do próximo presidente da República sobre tortura, abate de “bandidos”, abuso de autoridade, e isenção de ilicitude para agentes do Estado agindo em suposta “defesa da sociedade”, em um país em que policiais matam até policiais “por engano”, quando ele parar em uma blitz, daqui há alguns meses, alguém que ele achar que, por causa de uma camiseta ou de um boné, pensa diferente dele?

Quem vai segurar a mão de quem decidir meter a faca ou as balas da arma cujo porte acabou de receber do Estado, no vizinho ou no interlocutor de bar, quando não concordar com o voto ou a opinião política dele, como aconteceu em Salvador com o Mestre Moa?  

Será que não teria sido mais conveniente, diante da crescente espiral de radicalização, um apelo do candidato vitorioso no primeiro turno em favor da democracia e de que seus “seguidores” evitassem, no futuro, o uso da violência como arma política, como ele acabou fazendo, em uma pequena nota no twitter, posteriormente?

Ou o país virará um caos quando ele for eleito, e o ódio explodir desatadamente, por parte de seguidores sobre os quais ele diz não ter controle, e o “governo” se comportar como Pilatos, olhando para o outro lado, e lavar, a cada vez que algo assim acontecer, suas mãos na bacia da hipocrisia, não mais cheia de água, mas de sangue?

Na  Alemanha Nazista, na qual, emulando o Deutschland Uber Alles, que inspirou o slogan Brasil acima de tudo, Hitler também não segurou o porrete que quebrou cabeças de famílias judaicas e de suas crianças ou as pedras que destruíram milhares de vitrines de lojas de judeus alemães e centenas de Sinagogas na Kristallnacht, nas ruas das grandes cidades germânicas, em novembro de 1939.

Ou os relhos empunhados por oficiais das SS que expulsavam ao alvorecer judeus e ciganos de suas casas e de suas carroças cobertas nas florestas da Europa Central, para massacrá-los nos bosques e montanhas.

Ou os pedaços de ferro que se abatiam com violência inominável, entre urros de dor das vítimas, e grunhidos de êxtase dos seus algozes, sobre os corpos nus de judeus e de socialistas mortos em brutais pogroms, registrados pelas câmeras de sorridentes cinegrafistas nazistas, como o que ocorreu nas  ruas de Lvov, na Ucrânia, em 1941 - cujas cenas deveriam ser vistas por todos os brasileiros no youtube.

Nem pressionou o gatilho das armas que eram disparadas contra a nuca de crianças e mulheres ajoelhadas na beira das fossas que haviam acabado de abrir com as próprias mãos, por membros dos Einsatzgruppen.

Nem “organizaram” com pancadas de cilindros de oxigênio e chicotes de fio elétrico trançado,  fazendo com que  se enfiassem, uns atropelando os outros, como sardinhas, no último corredor que levava à sala escura da câmara de gás de campos de extermínio, como Maidanek, na Polônia, a "fila" de idosos e de seus netos recém desembarcados de vagões de trens para transporte de gado, depois de dias de viagem sem água ou alimentos através da Europa.  

Mas as mãos de Hitler armaram todas as mãos que fizeram isso quando ele chegou ao poder.

Elas avisaram, incentivaram, profetizaram, escreveram, claramente, em um livro, o Mein Kampf, o que iria acontecer caso ele viesse a ocupar o mais alto cargo político da Alemanha.

Sustentando seu dono durante seus discursos, proferidos caninamente, em meio a nuvens de perdigotos de ódio, contra  os socialistas, os comunistas e os judeus, nas manifestações do Partido Nazista  e, pelo rádio, para milhões de residências  alemãs, onde eram ouvidos, contritos, por milhões de imbecis enfeitiçados pelo ódio e o preconceito, enquanto o coro monocórdico da multidão enfurecida gritava, por trás do som gutural de seus insultos, Heil! Heil! Heil! Heil!

Mobilizando milhares de “seguidores” que, como fazem hoje outros milhares de “seguidores” em nosso país, começaram a sua carreira de “militantes” jurando matar comunistas e socialistas depois que seu líder chegasse ao poder e terminaram fazendo experiências genéticas, sabão de sebo humano e móveis de pele de homens e de mulheres  em campos de extermínio como Treblinka, Auschwitz, Sobibor, Dachau, Flossenburg, Buchenwald.

E olha que naquele tempo não havia internet nem redes sociais, nas quais,  sem nenhuma interferência das autoridades, se espalha já, há mais de dez anos, uma maré montante de esgoto de ódio, calúnias, ameaças e mentiras no Brasil, que, como a irresistível marcha de um infernal Flautista de Hamelin, penetrou de forma profunda e doentia na mente de boa parte da população, depois que suas comportas foram abertas  pelas bandeiras calhordas da antipolítica, de um pseudo morolismo hipócrita e de uma suposta doutrina anticorrupção corrompida, ela mesmo, pelos demônios do corporativismo, da egolatria, da parcialidade, da seletividade, do partidarismo, e da  abjeta sujeição aos interesses estrangeiros.

Ah! se cada cidadão brasileiro pudesse perceber o que está ocorrendo à nossa volta.

Mais  do que saber se o seu candidato poderá controlá-los, importa entender como esses “seguidores” veem a si mesmos.

Como mostram os modelos musculosos que servem para  a venda das suas camisetas, metidos,  “malhados”, com uma expressão de grosseria contida e de vaga estupidez sobressalente.

Qual é a mensagem subjacente?

Que o fascismo é a primazia dos mais fortes sobre os mais fracos?

Dos covardes contra os indefesos?

Das armas sobre a inteligência?

Da pseudo maioria sobre aquele que é ou que pensa diferente?

Ora, o leitor já deve ter cruzado por aí,  no seu antigo colégio, na rua, no bar, ao longo de sua vida, com esse tipo de gente.

O fascismo é o bullying institucionalizado.

O  bullying elevado à enésima potência, à categoria de uma pseudo ideologia do egoísmo, do preconceito, da violência e da brutalidade.

10 de out de 2018

OU A CAMPANHA DE HADDAD DESCONSTRÓI O DISCURSO ANTIPETISTA OU O ANTIPETISMO ACABA DE DESTRUIR A DEMOCRACIA NO BRASIL

 


(Da equipe do blog) - Sem ser agressiva ou panfletária, a campanha do candidato Fernando Haddad no segundo turno das eleições presidenciais pode ser a última grande oportunidade histórica para que o PT explique sucintamente à nação a verdadeira história do país nestes últimos 15 anos e desconstrua os mitos e mentiras do discurso antipetista que levou quase a metade dos eleitores brasileiros a aderirem entusiasticamente ao fascismo no primeiro turno e arrisca a levar outro mito, tão falso quanto esses, ao cargo máximo da nação a partir do primeiro dia do próximo ano.


Os tempos de Lulinha Paz e Amor já se foram e correspondem a um momento em que o PT não tinha nada a mostrar a não ser a esperança.

Não há promessa de felicidade, plataforma de governo, ou apelos eivados de saudade e de sentimentalismo, que possam calar na mente dos eleitores brasileiros, principalmente dos 20 milhões de cidadãos que não escolheram nenhum candidato no primeiro turno, ou gerar qualquer efeito na alma amarga de eleitores céticos, varridos diuturnamente pelo discurso corrosivo e manipulador da antipolítica e da “anticorrupção” seletiva, corporativa e partidária, se antes não forem desmentidas, com fatos e dados inequívocos, as grandes calúnias que se acumularam, durante tanto tempo, sem quase nenhuma resposta, nos corações e mentes da opinião pública.

Agindo como o patinho feio do pleito, como se estivesse disposto a fazer o “mea-culpa” de crimes que não cometeu, como lhe cobra descaradamente parte da mídia, também parcial e, nesta altura do campeonato, profundamente hipócrita em seu morde e assopra de sorrisinho amarelo, ou escolhendo apenas propostas supostamente proativas, como se estivesse começando, sem passado, sua vida agora, o PT não fará frente ao programa claro de violência, neoliberalismo e entreguismo do adversário, nem às acusações e injustiças que recebeu ao longo de anos de inação, grandes e pequenas capitulações e hesitações, a ponto de promulgar “autonomias” e leis fascistas que se voltaram como mortais bumerangues contra ele mesmo.

A campanha de Haddad precisa responder com clareza e serenidade, sem abrir mão do equilíbrio, serenidade e lucidez que o candidato pretende passar aos eleitores, às acusações de quebra do país, incompetência administrativa e comunismo que foram impingidas ao PT impunemente, do “mensalão” ao impeachment de Dilma,  usando para isso dados claros que foram, aí sim, incompetentemente deixados em segundo plano pela comunicação do partido dos trabalhadores ao longo de mais de uma década.

Há tempo mais que suficiente, na propaganda política e na internet, para abordar, na economia:

O pagamento da divida com o FMI no valor de 40 bilhões de dólares, respondendo à falsa afirmação de que esse pagamento e o acúmulo subsequente de 380 bilhões de dólares em reservas internacionais aumentaram a divida pública interna, já que a relação dívida-pública PIB era de quase 80% no último ano do governo FHC e estava em 64% na saída de Dilma, sem falar no corte pela metade da divida líquida.

A duplicação da safra de grãos, as dezenas de bilhões de reais deixados nos cofres do BNDES - canalhamente acusado de ter aplicado dinheiro apenas no exterior -  a quadruplicação do salário mínimo, da renda per capita e do PIB em dólares, tirando o país do posto de décima-terceira economia do mundo em 2002 para a sexta maior do mundo em 2011, e mantendo-o ainda hoje, apesar de toda a crise, em oitavo lugar entre as entre as 10 maiores economias do mundo, e como se pode ver na página do tesouro norte-americano, como o quarto maior credor individual externo dos EUA.

Para responder à crença geral de que o PT é comunista, nem é preciso lembrar quanto os grandes capitalistas e bancos cresceram em seus governos, no rastro do crescimento do consumo e da economia.

Mais emblemático seria o apoio que foi dado pelos governos petistas - desmentindo que o partido seja “anti-brasileiro” apenas porque usa a cor vermelha em seus símbolos e manifestações -  às forças armadas, por meio da promulgação da Estratégia Nacional de Defesa e do desenvolvimento e produção de material bélico como o Sistema de mísseis Astros 2020, o avião cargueiro militar KC-390, os caças Grippen NG-BR, a família de radares SABER, os tanques Guarani, o programa de submarinos da marinha, com a construção de uma nova fábrica e uma nova base de submarinos, incluído um a propulsão atômica, o míssil ar-ar A-Darter desenvolvido em parceria com a DENEL sul-africana, a nova família de rifles de assalto IA-2, da IMBEL, capazes de disparar 60 tiros por minuto.

O que não falta na rede são vídeos e imagens sobre tudo isso.

Na infraestrutura, as novas hidrelétricas, a recuperação da indústria naval, a multiplicação da produção nacional de petróleo, a extensão de ferrovias, as usinas, etc, etc, etc.

No social, a transposição do São Francisco,  os três milhões de casas populares, o Luz para Todos, as cisternas do  semiárido, etc, etc, etc.

     

Na campanha e fora dela, nos grandes portais, na internet, nas redes sociais, ou o PT desconstrói, com dados, as bases pseudo teóricas do antipetismo, ou carrega a responsabilidade de o antipetismo - agora fascismo -  que deixou crescer, durante anos, sem resistência digna desse nome, bater o martelo em seu projeto de poder, arrasando por completo, no Brasil, com a liberdade e a democracia, nos próximos anos.

3 de out de 2018

AS DUAS CARAS DA JUSTIÇA




(Da equipe do blog) - Mesmo não sendo candidatos, dois magistrais e emblemáticos personagens marcarão, do ponto de vista histórico, as eleições deste ano.

O primeiro é um Ministro da Suprema Corte que afirma que a justiça tem que interpretar - como se devêssemos passar a publicar constituições sazonais - o que ele divinamente considera serem os “anseios” - de momento - da sociedade.

E, que sob a alegação de que qualquer manifestação ou declaração oriunda dele poderia influenciar o resultado do pleito, proibiu, como se estivéssemos sob regime de exceção, a realização de entrevistas com um ex-presidente da República.

O segundo é um certo juiz de primeira instância que faz o que quer neste país, ao arrepio da Lei e de uma Suprema Corte com raras exceções covarde e pusilânime, que fez exatamente o contrário.

Ao liberar trechos de uma pestilenta delação de conveniência, absolutamente fantasiosa e sem nenhuma prova concreta que a sustente, que estava guardada há meses em uma das muitas gavetas da verdadeira morgue em que se transformou a justiça  brasileira - sempre disposta a experimentações dignas de um Dr. Frankenstein jurídico - a cinco dias da votação em primeiro turno para a escolha do Presidente da República, exatamente para influenciar, descaradamente, as mesmas eleições.

Como aliás tem sido feito, na undécima hora, sempre contra o PT, nos últimos anos, da produção de  bombásticas capas de revista com farta utilização de photoshops mefistofélicos a outros recursos moralmente tão baixos,  rastejantes, quanto o ventre de lesmas no concreto ou o umbigo de certos lagartos reptilianos.

Ora, quem pode mais - vide o processo espúrio de condenação de Lula em primeira e segunda instâncias e o seu impedimento de concorrer à Presidência da República, que com certeza mudaram o rumo das eleições deste ano - pode o que alguns poderão considerar menos, como cassar a palavra de alguém que foi condenado sem provas (mas não ao silêncio) e levantar “parcialmente” o sigilo de declarações de um acusado que - o mundo inteiro sabe - está pronto para fazer o que quer certa “justiça” e acusar também sem provas esse mesmo ex-presidente que já está preso e outras lideranças políticas, para tirar o seu da reta da seringa.   

Com ou sem topete, a conclusão é que essas duas caras da justiça são só uma.

A mesma abominável face da parcialidade, de um partidarismo justiçalista - de justiçamento mesmo - seletivo, metediço e indecente.

Que distorce e retorce a lei como  chiclete usado na boca de cachorro velho.

Sonegando ou oferecendo, a seu bel prazer, “informações”, da forma que lhe for mais conveniente, com o claro objetivo de manipular a opinião pública e interferir com os acontecimentos políticos,  sem nenhuma coerência ou respeito pela legislação e a constituição - teoricamente - vigentes.

É essa justiça, moral e paradoxalmente cega pela animosidade e a hipocrisia - que sabe muito bem o que está fazendo - que está conduzindo pelo braço uma nação igualmente cega pelo ódio, o preconceito e a ignorância para o sombrio imponderável que se aproxima.

Para o escuro, profundo e inconsequente abismo fascista que se abre à nossa frente.



30 de set de 2018

#ELE NÃO




MOVIMENTO TOMA AS RUAS E A SUA AMPLIAÇÃO POR TRABALHADORES, NEGROS E ÍNDIOS PODE ABRIR CAMINHO PARA UMA ALIANÇA ANTIFASCISTA NO SEGUNDO TURNO.


(Da equipe do blog) - Iniciado, pelo que informa a imprensa, por um núcleo de apenas 30 mulheres, que trabalharam, replicando as táticas da extrema-direita, principalmente com as redes sociais, usando o Facebook e o WhatsApp, o movimento #Ele Não transformou-se, com as manifestações de ontem no Brasil e no exterior, no maior fenômeno político das eleições até agora, abrindo caminho para a criação, pelos próprios cidadãos, de uma ampla aliança democrática antifascista para o segundo turno, com o intuito de impedir a ascensão, neste país, de um governo autoritário, violento, racista, preconceituoso, armamentista, misógino, inquisitorial, retrógrado e medieval a partir do dia primeiro de janeiro do ano que vem.


Resta saber agora se a bem sucedida estratégia das mulheres brasileiras será adotada por outros grupos sociais que estão sendo ameaçados por essa perspectiva.


Como os jovens, os trabalhadores - vide declarações em defesa do fim do décimo-terceiro e do ECA, entre outros absurdos recentes - os negros e os índios, com a criação de suas próprias comunidades no Facebook, a adoção do mesmo slogan e a realização, depois  de marchas setoriais, de manifestações conjuntas no segundo Turno.


Do ponto de vista tático-eleitoral, duas grandes ameaças pairam sobre a democracia brasileira.


A primeira, representada pela parte mais canalha da elite, responsável em grande parte pelo país ter chegado onde chegamos, que ameaça lavar as mãos como Pilatos no segundo turno ou que já acena pura e simplesmente com a previsível e abjeta adesão a um governo liberticida que tem tudo para destruir a democracia.


Fazendo isso - repetindo o mesmo erro histórico de sempre - como fez a burguesia alemã às vésperas da ascensão de Hitler ao poder, achando que seus  interesses seriam protegidos, quando a preservação da liberdade precede e é o pressuposto maior de qualquer perspectiva de paz, da oportunidade e da prosperidade.


E a segunda, o  voto nulo e branco (nada a ver com a  cor da pele dos candidatos em pauta) que na ponta do lápis, na reta final deverá beneficiar o fascismo, cujos seguidores seguem seus sonhos de brutalidade, estupidez e violência com viseiras presas às orelhas e uma cega, surda e canina fidelidade.      


Só a mobilização maciça de trabalhadores, negros, índios, e outros grupos sociais, debaixo do mesmo slogan suprapartidário do  #Ele não pode provar que a opção pelo lado escuro da força não é majoritária na sociedade brasileira.


E afastar da opinião pública outras falácias golpistas, como a fantasiosa teoria da carochinha da manipulação das urnas eletrônicas por uma justiça eleitoral que, desafiando o mundo, optou por manter atrás das grades o candidato que desde o início esteve à frente  das pesquisas de intenção de voto.


Impedindo-o, à moda da Gestapo e de países sob despudorado Estado de Exceção, para escândalo de nações democráticas e civilizadas,  até mesmo de dar entrevistas.


Trinta mulheres, multiplicadas em milhares, começaram a mudar o rumo deste país, mostrando como desviá-lo, como boi farreado, da beira do precipício do retrocesso e da ignorância, para onde parecia estar inexoravelmente indo.


A defesa da Liberdade precisa de mais trinta trabalhadores, trinta artistas,  cientistas, intelectuais, homens, trinta negros, trinta índios.


Alguém se habilita?

28 de set de 2018

O PETRÓLEO SOBE, MAS O GOVERNO CONTINUA ENTREGANDO-O PARA OS GRINGOS A PREÇO DE BANANA.


(Da equipe do blog) - Recorrendo, mais uma vez, ao velho golpe e à esfarrapada desculpa de um Brasil quebrado - apesar de este país ter 380 bilhões de dólares (1.5 trilhão de reais) em reservas internacionais e ser o quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, além de apresentar uma das menores dívidas com relação ao PIB entre as 10 maiores economias do mundo - o governo Temer - em uma semana em que o petróleo subiu fortemente, chegando a 80 dólares o barril - cometeu o crime de lesa-pátria de entregar aos gringos vários poços do pré-sal a preço de banana. Entrarão nos cofres do governo, em troca de bilhões de barris de petróleo, agora, apenas 6.8 bilhões de reais, aproximadamente um bilhão e meio de dólares, ou mais de 200 vezes menos do que temos em dólares em nossos cofres, graças aos governos do PT, partido que, segundo alardeia o absurdo senso comum do discurso quase único da imbecilidade fascista imperante, teriam supostamente “quebrado” o país nos últimos anos. Pior que essa nova etapa do entrega-entrega de Temer, cumprida quase no apagar das luzes de seu governo mambembe, de nossas reservas de petróleo para os norte-americanos da Exxon e os anglo- holandeses da Shell, só a insistência de Haddad em não abordar esses dados econômicos em sua propaganda e nos debates, cometendo, às vésperas de eleições cruciais para o futuro do Brasil, o mesmo erro no qual Lula e Dilma insistiram ao longo de 14 anos.

17 de set de 2018

A BOLA, O FASCISMO E AS URNAS


(Da equipe do blog) - Convalescendo no hospital do atentado de que foi vítima, o candidato do PSL às eleições deste ano, diante da evolução das pesquisas que colocam em dúvida sua eleição em segundo turno, aproveitou para mais uma vez atacar o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas, segundando o discurso de seus apoiadores e de provocadores  fascistas que insistem, nas redes sociais, em afirmar que ele já estaria eleito em primeiro turno e que qualquer outro resultado só poderá ser fruto de uma “fralde” passível de ser diretamente contestada, até mesmo pelas armas, segundo os mais afoitos.

O Fascismo só chegou onde chegou, no Brasil, por duas principais razões.

A primeira, a irresponsabilidade histórica de certa esquerda, principalmente a que esteve no poder  nos últimos anos, que se permitiu ceder à pressão e promulgar leis fascistas e corporativistas, tecendo e forjando, com as próprias mãos, a corda que iria enforcá-la e as grades que iriam aprisioná-la jurídica, midiática e politicamente.

Isso aconteceu tanto com a aprovação da inconsequente autonomia de setores do Estado que deveriam sempre atuar sob a autoridade do poder político, diretamente emanado do voto, quanto com o paulatino abandono das redes sociais ao fascismo e à extrema-direita, que aconteceu desde o famigerado golpe de lawfare do mensalão.

Sem contestação digna desse nome.

Apesar de constantes alertas emitidos desde essa época, e, principalmente durante a sabotagem da Copa do Mundo e na preparação do Golpe de 2016, por diferentes jornalistas e observadores, que pregaram - e continuam pregando, a se ver pelo miserável número de internautas de esquerda nos comentários das notícias que envolvem a candidatura fascista, por exemplo - literalmente no deserto nos últimos anos.

A segunda - justamente pela ausência da esquerda dos espaços de comentários dos principais sites e portais da internet brasileira - pela elevação da mentira - pelo candidato que hoje “lidera” as pesquisas graças à espúria ausência de Lula da disputa pela presidência da República, já denunciada em todo o mundo - ao status de arma maior no processo político nacional, não apenas na derrubada de Lula e de Dilma do poder, mas também na consolidação da ideologia proto-fascista no país.

À qual se segue,  agora, o cerco calunioso e hipócrita contra a Democracia, com o questionamento público não apenas do nosso sistema político, mas também e principalmente do sistema eleitoral vigente em nosso país, que é um dos mais avançados do mundo.

Se teses como a justificativa da ditadura; a defesa da tortura; do genocídio da periferia; do armamento seletivo - pois que controlado pela “autoridade” da esquina - da direita; da castração química; da redução da maioridade penal; da escola sem partido; da militarização do ensino; do alinhamento com os Estados Unidos - com a defesa intransigente de Israel apoiada pela sionização de nossas maiores igrejas evangélicas, nascida da exploração farisaica dos símbolos da “Terra Prometida” pelos programas “agro-pastorais” de televisão e a adoção da simbologia religiosa e política israelense, como a própria bandeira de Israel; da existência de um maligno Foro de São Paulo e de uma fantástica e insidiosa URSAL (termo mais apropriado para uma instalação stalinista de criação de ursos para o circo de Moscou) contribuíram para o avanço do fascismo de um fenômeno parlamentar isolado e inexpressivo, quase folclórico, para uma corrente ideológica que já fascina e envolve - novamente graças à total ausência de combate pela esquerda nas redes sociais - um a cada quatro cidadãos brasileiros.

A idéia de uma conspiração da qual faria parte tanto a manipulação da contagem de votos - irresponsavelmente “denunciada” pelo PSDB nas eleições de 2014 - quanto a teoria da conspiração de urnas eletronicamente fraudadas  ou de uma justiça eleitoral infiltrada por petistas - a mesma que paradoxalmente decidiu majoritariamente manter Lula atrás das grades apesar de determinação em contrário das Nações Unidas - está dirigida agora para levar o fascismo para o poder a qualquer preço, com a alusão a um  “autogolpe”, como se referiu Mourão, ou a eventual contestação da legitimidade do próximo governo - aludida pelo Ministro do Exército - fantasmagóricas e veladas ameaças que se apoiam no constante trabalho de sapa da militância fascista na internet, com a produção, por sites fakes, de notícias fakes - denunciadas por parte da mídia mas sem nenhuma investigação pela Justiça Eleitoral, como a que produziu e divulgou uma suposta pesquisa de uma suposta empresa norte-americana que teria apurado um resultado de 45% de aprovação para a candidatura fascista já no primeiro turno.

O que espanta, no Brasil, como quase sempre ocorre, não é que o fascismo vomite suas mentiras e estapafúrdias teses, como fez sempre na História, na abjeta fabricação do Plano Cohen ou nos perdigotianos latidos de Hitler ao microfone que prenunciavam o fim da República de Weimar.  
 
Embora fosse o caso de indagar ao convalescente candidato da extrema-direita por que ele não reclamou das urnas quando foi o deputado mais votado nas últimas eleições no Rio de Janeiro - um estado dominado pela milícia - ou, simplesmente por que os malvados e solertes “agentes” do PT na justiça eleitoral, com o poder que têm de manipular os resultados, simplesmente não impediram, alterando os dados, que ele fosse eleito 7 vezes deputado federal nos últimos anos, apesar de, durante todo esse tempo, ter crescido e ter tentado se  apresentar como o principal adversário, o inimigo público número um do Partido dos Trabalhadores.

Ou por que, se o fascismo acredita mesmo que as urnas eletrônicas brasileiras são “fraldadas”, como estão escrevendo por aí tantos bolsominions, o fascismo nunca compareceu com seus hackers - como os que invadiram “corajosamente” a página de mulheres contra Bolsonaro no Facebook na última semana - para tentar provar nos testes abertos promovidos todos os anos pelo TSE para quem quiser deles participar se existem e de que tipo são as tais falhas de segurança no hardware ou no software utilizado pelo sistema eleitoral brasileiro que só existem nas calúnias de seus militantes e nas notícias fakes plantadas por canalhas de plantão em sites e portais idem.

Onde está, nesse caso, o familiar topete do Ministro Fux, que afirmou que o uso de notícias fakes poderiam até mesmo justificar a anulação das eleições?

Tanto ou mais insultante, para a democracia brasileira, que as declarações de Bolsonaro a propósito da democracia e do sistema eleitoral, é o silêncio dos ministros membros e da Presidente do TSE sobre as acusações, por parte de um tribunal que não está aí apenas para fiscalizar a  campanha e o processo eleitoral, mas, primeiramente, em teoria, para defender ética e moralmente um sistema político-eleitoral que está diretamente sob sua responsabilidade.

Afinal, quando diz que as urnas brasileiras são fraudadas, Bolsonaro não está falando do José, do Pedro, do Paulo, do quitandeiro da esquina ou do PT genericamente.

Ele está se referindo diretamente, caso queiram ou não os membros do TSE e do Supremo Tribunal Federal que ora fazem cara de paisagem, tão cientes, em outras ocasiões, da defesa corporativa de suas instituições e de seus pares,  à Justiça Brasileira como um todo.

Com a  clara intenção de subverter a ordem pública e contestar o sistema político vigente, e, preventivamente, antecipadamente, escorchantemente, o resultado das próximas eleições.

Como o menino que mostra o canivete no meio do jogo e diz que está pronto para furar a bola - que nunca foi sua - caso seu time leve a pior na pelada do campinho.

E que não nos venham falar em liberdade de expressão.

Quando se acusa alguém - no caso, a Justiça Eleitoral - de fraude e prevaricação, é preciso provar o que se está falando.

Seré que não vai aparecer um advogado, um cidadão, para pedir a cassação da candidatura por tentativa de prejudicar a ordem pública e tumultuar o processo eleitoral em curso?    

Será que algum ministro do Superior Tribunal ou da Suprema Corte, não se habilitará a  responder a essas acusações?

Ou a instituição não emitirá sequer uma nota, citando as condições  técnicas e de segurança do sistema, em defesa da Democracia?

Será que o partido diretamente acusado de manipulação das urnas, o PT, não vai, mais uma  vez, tomar nenhuma providência?

Em qualquer país decente, menos hipócrita, menos canalha, menos acovardado, tendo melhorado de suas condições de saúde, o referido candidato seria chamado a esclarecer suas declarações na corte responsável pelas eleições, e, caso não apresentasse provas de suas afirmações, punido, multado, ou, no mínimo, obrigado a assinar um termo de compromisso para não repeti-las, ou, em ultima instância, teria sua candidatura cassada, por calúnia contra o próprio TSE e tentativa de subversão e manipulação da opinião pública contra a Constituição e o sistema democrático.

1 de set de 2018

JUSTIÇA, LAWFARE, FASCISMO E INEGIBILIDADE.


(Da equipe do blog) - Não há nada mais falso, depois de um assassino que mata crianças dizendo que estava cumprindo ordens, que um juiz que, com a desculpa de se ater ao estrito cumprimento da lei, finge que as consequências de seus atos e decisões não irão ultrapassar os umbrais da sala de tribunal de que toma parte.

A justiça brasileira quis dar ao mundo, no último dia de agosto, a impressão de que o que estava em jogo no TSE era o julgamento isolado da elegibilidade ou não do ex-presidente Lula.  

Quando tratou-se apenas de mais um passo, talvez o definitivo, de um longo processo de combate político ao ex-presidente da República e ao seu partido que começou bem antes, quando se permitiu que fosse montada contra o PT a farsa do mensalão - urdida por pilantras que agora estão sendo investigados por outros crimes - com a inauguração da criminalização  da política pela justiça brasileira e o recurso a uma retorcida, dopada e mal importada teoria do Domínio do Fato.

Logo, a justiça brasileira não pecou  ontem.

Continuou a fazê-lo quando, ciega pero no mucho, aceitou, sem impedimentos, que se montasse contra Lula um processo espúrio, extremamente frágil e polêmico em provas e cheio de ilações forçadas.

Baseado em casuísmos variados e delações de conveniência, com inegáveis motivações e drásticas consequências políticas.

Que desaguou em uma condenação de segundo grau igualmente espúria, caracterizada por inéditas pressa e parcialidade, que está sendo denunciada e repudiada em todo o mundo.

Nunca é demais lembrar que, escritura por escritura - e a do triplex do Guarujá não existe nem nunca existiu com relação a Lula - há  outros candidatos que foram extremamente mais bem sucedidos que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva em seus negócios imobiliários nos últimos anos.

E ainda outros que, apesar de afirmar que irão pagar do próprio bolso sua campanha, irão fazê-lo com milhões de reais recebidos, também nos últimos anos, por serviços de consultoria prestados a empresas estrangeiras e aos seus interesses.   
            
Tivesse o Judiciário controlado a tempo e coibido exemplar e firmemente os arroubos onipotentes e egocêntricos da Operação Lavajato e seus inúmeros atentados contra o Estado de Direito, entre eles o da ampla divulgação do conteúdo do grampo telefônico de um Presidente da República, resistindo à chantagem de uma pseudo opinião pública fascista e à pressão de uma parcela da mídia, militante e partidária, a nação não teria chegado ao julgamento de ontem, em que a justiça brasileira teve de ser confrontada com o sistema internacional de defesa dos direitos humanos.

É incrível, tragicamente irônico, cristalinamente hipócrita, que um sistema de justiça totalmente incapaz de controlar e coibir a violência policial e o abuso de autoridade - lembre-se a proporção de 36 mortos pela polícia para cada policial morto no Rio de Janeiro, o aumento de quase 40% no número de mortes pela polícia, o maior dos últimos 15 anos, e de 128% no número de chacinas no último ano -  aja da forma mais empostada, prepotente, intransigente, arrogante e impiedosamente implacável contra um homem já preso e controlado fisicamente, com sua sentença ainda não transitada em julgado, impedindo-o de exercer seus direitos políticos, quando ele não foi condenado a isso e sim à pena de perda de liberdade, em um país no qual, como bem demonstrou a defesa de Lula, o mesmo Tribunal agiu de forma diferente com relação a 1500 candidatos a prefeito envolvidos com a lei da ficha limpa.

Ao impedir Lula de ser candidato, a justiça brasileira precisa ter plena consciência de que será responsabilizada pela História  por assumir o risco, diríamos, quase a certeza, de levar ao poder, com a sua decisão, nesta República, o policialismo, o armamento seletivo da direita e a apologia da violência repressiva do estado.

Que levarão à criação e implementação de leis eximindo a polícia que já é a que mais mata no mundo de qualquer punição ou controle, já que quem pode mais - matar sem ser punido - também poderá menos, torturando, extorquindo, abusando de todas as formas de quem quiser - em uma sociedade em que membros das forças policiais e de eventualmente outras áreas de segurança se transformarão em cidadãos de uma casta superior e especial, com poder de vida ou morte sobre a população que paga com seus impostos seus salários, suas armas e suas balas, sem nenhum tipo de controle social ou institucional, efetivando como lei o que já ocorre de fato, vide a intenção do Comando da Intervenção no Rio de Janeiro de isentar de responsabilidade os policiais envolvidos em mortes durante as operações e a ausência de qualquer punição prática por massacres cometidos pela polícia brasileira, que impactaram historicamente o mundo inteiro, como o do Carandiru e o de Eldorado do Carajás, por exemplo.

Todo sistema autoritário procura isentar seus soldados da morte de indesejáveis ou adversários.

Muitos soldados alemães que mataram mulheres e crianças no leste da Europa exibiam o adágio Gott Mit Uns - Deus Conosco em suas fivelas. Será que Deus estava mesmo com eles nessas ocasiões?

E que não tentem nos convencer que um Estado que irá legalizar esse tipo de coisa será um exemplo de Democracia para o mundo.  

Uma “democracia” ora em estado de preservação e valorização graças à impoluta e patriótica contribuição da justiça nacional.

Porque ele será, neste país escravocrata, que deu a luz ao tronco, à palmatória, ao pau de arara, o sabiá, à jabuticaba e à chibata, e às masmorras medievais  repletas de sujeitos que sequer foram julgados, na verdade e na prática - talvez até mesmo devido à ausência de absurdo semelhante em qualquer nação civilizada -  o estado de exceção permanente mais violento e arbitrário do planeta.

Em caso de indagações e dúvidas dos leitores sobre o que espera a nação, respostas eventuais com o guarda da esquina ou com o soldado da blitz na hora do rush ou da onça beber água,  a partir de meados do próximo ano.

21 de ago de 2018

OS GRANDE ELEITORES



(Da equipe do blog) - Se faltava alguma coisa para constatar a obviedade do fato, as primeiras pesquisas de intenção de voto com Lula na posição de candidato comprovam o estelionato político que se está preparando para o país tendo como vítima o povo brasileiro.


Com cerca de 37% de intenções de voto para o primeiro turno, nos principais institutos de pesquisa, mais que o dobro do segundo candidato, que beira os 19%, Luiz Inácio Lula da Silva só não será presidente da República se justiça insistir na tese de que ele cometeu um fake crime que nunca aconteceu, sendo condenado por suposta tentativa de favorecimento, em um processo absurdo e kafquiano.

 

Esses resultados mostram que estão muito enganados aqueles que imaginam que quem levará o fascismo ao poder no quinto maior do país do mundo em território e população serão os aprendizes de assassinos e torturadores que defendem, na internet,  o genocídio da periferia; a militarização do ensino; a eliminação de suspeitos; o espancamento, a morte e a tortura de adversários políticos; o racismo, a homofobia, o autoritarismo, a ditadura;  a imunidade da polícia no país em que a polícia já é a que mais mata no mundo; a saída do Brasil da ONU;  o voto facultativo para afastar os pobres das urnas; o armamento daqueles que pensam como eles contra aqueles que não pensam como eles; o fim das urnas eletrônicas embora nenhum hacker genial e menos ainda neonazista tenha conseguido jamais provar que haja falhas de segurança no software ou no hardware utilizados em nossas eleições, colocados todos os anos à disposição de quem quer que se disponha a tentar fazê-lo pelo TSE.


Os  grandes eleitores do Fascismo, que irão levá-lo ao altar do poder, como uma noiva, ou entregar-lhe o país em papel de embrulho, com  um delicado pingentinho de ouro na fita de cetim, mesmo que estejam carecas de saber que ele não tem, como mostram as pesquisas,  a maioria dos votos da sociedade brasileira, serão ministros da Suprema Corte, procuradores do Ministério Público,  juízes e desembargadores de primeira e segunda instância.


Aqueles que - sem condenar e prender todos que receberam dinheiro ou tem conta no exterior, sem colocar atrás das grades, com a mesma absurda e condenável celeridade, todas as centenas de candidatos julgados em segunda instância e sem sequer investigar outros candidatos a presidente que fizeram - de fato, com toda certeza, sem sombra de dúvida - excelentes negócios imobiliários nos últimos anos;  acusaram, condenaram por duas vezes e encarceraram Lula ou estão permitindo indiretamente que ele seja, em  claríssima interferência no processo político, impedido de ser eleito o próximo presidente da República, como deseja a maioria do  povo brasileiro.


Usando, para isso, a justificativa  de uma ação espúria, repudiada pelas Nações Unidas e pelos mais importantes países e juristas do mundo, estruturada a partir de delações de conveniência, sem provas ou  concretização do alegado crime, em um processo armado e decidido com o cinismo dos pilatos, a hipocrisia dos fariseus e a pressa dos ladrões.

 

Furtando-se a corrigir esse absurdo, o Judiciário não apenas  fraudará a vontade de 4 entre cada 10 eleitores (7 a cada 10 no segundo turno) mas também pode já ir se preparando para o julgamento da posteridade pois desta vez não haverá água nem sabão que possa lavar as máculas desse processo na bacia romana daquele que mostrou as palmas de suas mãos para a multidão ensandecida pelo ódio em Jerusalém há 2017 anos.


E que não se diga que a senhora de coração de granito sentada na  frente de certo prédio na Praça dos Três Poderes desconhece - por estar com os olhos supostamente vendados - o que está ocorrendo.


Ela - não há hermenêutica ou malabarismo jurídico que possa justificar essa atitude de extrema gravidade histórica - sabe muitíssimo bem o que está fazendo.


E como será julgada por seus erros, intenções e equívocos e pelas terríveis e inenarráveis consequências de seus atos, agora, pelos que não estão cegos pelo ódio e a manipulação canalha que impera nesta República há alguns anos e pela própria História, no futuro.   


16 de ago de 2018

A SÚBITA MOROSIDADE MOROLISTA E AS VÁRIAS FACES DA “JUSTIÇA” BRASILEIRA.







(Da equipe do blog) - Rápida e rasteira a ponto de, na hora de condenar Lula em primeira e segunda instâncias, bater recordes de celeridade e ultrapassar dezenas de processos mais antigos, e de até trabalhar quando de férias no destino preferido pelos monoglotas tupiniquins para evitar a soltura do ex-presidente em um final de semana, a “justiça” brasileira prova que torce e distorce as leis do jeito que bem entende e troca a marcha e para o carro na contramão do que costuma fazer desde que lhe convenha, quando se trata de interferir, de forma cada vez mais arbitrária, arrogante e descarada no processo político nacional.

Não bastasse a decisão, baseada em um processo espúrio, de impedir a candidatura do  cidadão que está à frente de todas as pesquisas de que participa, faltasse mais alguma coisa para reforçar a hipocrisia e as duas caras do pseudo morolismo da República de Curitiba, bastaria a decisão do juiz mais premiado pelos gringos de postergar para depois das eleições depoimentos de Lula que já estavam marcados, com a justificativa de evitar “a exploração eleitoral” dos interrogatórios.

Isso, tratando-se de um sujeito que, em benefício de um ego incomensurável e voraz e de uma tremenda vontade de aparecer,  sobe nos palcos e não recusa palanque, plaquinha, diplomas, palestras, espelhinhos e miçangas, em jantares pagos, convite a convite, a peso de ouro, no exterior, para a exploração da imagem da “justiça” brasileira, em defesa dos interesses políticos e institucionais de quem patrocina tais regabofes.  

Em outro caso de estranha, incontinenti, celeridade, seria interessante perguntar à Dra Dodge, ligada - desta feita  por razões familiares - também a certo país estrangeiro, quantos pedidos de antecipação de prazo ela já fez ao TSE para julgar e tornar inelegíveis outros candidatos às eleições deste ano que não o ex-presidente Lula.

E saber por que os mesmos ministros que estão soltando políticos do PP porque foram condenados com base principalmente em delações premiadas - sem provas - não fazem o mesmo com o principal líder do PT, que foi condenado a 12 anos de prisão apenas com base na palavra de dedo-duros de conveniência, relativa  a uma suposta, hipotética, promessa de favorecimento futuro.

Com a entrega, nunca efetivada, de um apartamento que nunca foi seu no qual jamais foram executadas certas - e amplamente alardeadas - reformas.

Será que a diferença é de apenas uma letra?

O FASCISMO E O VOTO EM BRANCO




(Da equipe do blog) - Nos últimos tempos, tem crescido, nas redes sociais e nos espaços de comentários dos maiores portais e jornais, o número de mensagens de supostos lulistas e eleitores de Lula defendendo o voto em branco ou nulo caso o ex-presidente seja definitivamente impedido de concorrer às eleições. 


A linguagem e o estilo das mensagens, muitas delas  publicadas por identidades falsas, parece indicar que os comentários estão sendo publicados por antilulistas, com o intuito de tirar votos do indicado do PT para substituir eventualmente Lula na corrida pelo Palácio do Planalto, beneficiando diretamente o seu maior adversário, justamente aquele que está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, e que mais teria a ganhar com o impedimento, pela “justiça”, do cidadão Luís Inácio disputar a Presidência da República.


Essa “campanha” se junta a outras pilantragens do mesmo naipe, voltadas para explorar a ignorância popular, como a que afirma e pede divulgação no WathsApp que se houver mais de 50% de votos em branco, as eleições seriam anuladas e os candidatos registrados automaticamente impedidos de voltar a se candidatar, o que também é absolutamente falso.


Quem prega a anulação do voto, em um momento em que o país precisa de uma ampla Frente Democrática Antifascista para combater o que há de pior na política brasileira no segundo turno, pode até estar defendendo, no final de contas, votos em branco.


Desde que sejam em certo “branco” homofóbico, conservador, policialista, defensor da tortura, do armamento da direita e da ditadura, que confunde quilombos com quilombolas e acha que os últimos devem ser medidos e pesados em arrobas, como bois antes de ir para o matadouro.


     


8 de jul de 2018

A BACIA DE PILATOS




(Do blog com equipe) - O desembargador plantonista do TRF-4, Rogério Favreto, expediu nova ordem para a libertação de Lula no prazo de uma hora.

A televisão continua dizendo que há um impasse jurídico quando o que há é uma ilegalidade.

Afirmando também que a qualquer momento o Presidente do TRF-4 e o desembargador relator da ação de Lula, que não estão trabalhando oficialmente, podem desautorizar o desembargador plantonista responsável pelo Tribunal, o que não é verdade

Enquanto isso, os responsáveis pelo Poder Judiciário continuam fingindo que não é com eles e fazendo cara de paisagem, assistindo à crise institucional da justiça brasileira e à flagrante chicana que está sendo encenada e perpetrada por Moro e seus asseclas como se dela não tivessem conhecimento ou estivessem vendo uma comédia na telinha comendo pipoca, levantando-se de vez em quando apenas para lavar as mãos para tirar o sal e a manteiga - em uma bacia de louça emprestada de Pilatos.

VIROU ZONA




(Do blog com equipe) - A atitude de certo juiz de Curitiba de interferir na decisão de um desembargador do TRF-4 que mandou soltar o ex-presidente Lula ainda neste domingo é a gota que faltava para mostrar que a justiça está sendo descaradamente desobedecida e vilipendiada por bufões e tartufos de  primeira instância no Brasil.

Caso o comportamento não seja coibido, isso equivalerá a um reles golpe de estado dado por um juiz de piso contra a República e o Estado de Direito em nosso país.

A mídia de sempre quis dar a impressão que se trata de um imbróglio judiciário quando não há imbróglio algum.

Moro não é o delegado da Polícia  Federal encarregado de cumprir a determinação da justiça, não é o dono da custódia de Lula e não tem que se meter, interceptando ou prejudicando o cumprimento - especialmente no fim de semana - de uma decisão tomada pela autoridade competente, hierarquicamente superior, de um desembargador de plantão.

O que vai ocorrer daqui pra frente quando um juiz de primeira instância discordar da determinação - que se sequer estava dirigida a ele - de um desembargador?

Independente do desfecho desse episódio, a palavra e a responsabilidade estão com o órgão máximo do Judiciário, que deve assumir o seu papel de fazer cumprir a lei e a Constituição e a velha máxima de que decisão judicial não é para ser desobedecida e sim para ser cumprida incontinenti, evitando que se abram precedentes que irão transformar a justiça brasileira em uma balbúrdia em que terá maior poder quem espernear ou gritar mais alto, no lugar de obedecer aos prazos e ritos previstos no trâmite judiciário normal.


Caso o STF se exima de manifestar-se sobre esse gravíssimo ato, absolutamente político, será o mesmo que confessar que quem manda no Brasil é a famigerada república que se instalou solertemente em Curitiba.


Nesse caso é melhor abandonar o prédio da Suprema Corte ao porteiro que estiver de plantão com as chaves de arquivos e gabinetes para que sejam entregues em prazo hábil ao insolente - e totalmente desequilibrado - juiz de piso que está agindo como se estivesse no comando da Nação.