30 de mar de 2012

A CÚPULA DOS BRICS E O BOICOTE DA MÍDIA OCIDENTAL .


A cada ano, quando chega a época da Cúpula Presidencial dos BRICS – a quarta edição desse encontro acaba de terminar em Nova Delhi, a capital indiana – torna-se cada vez mais evidente, para o observador atento, o patético esforço da mídia “ocidental” (entre ela boa parte da nossa própria imprensa) de desconstruir a imagem de uma aliança geopólítica que reúne quatro das cinco maiores nações do planeta em território, recursos naturais e população e que está destinada a modificar a o equilíbrio de poder no mundo, no século XXI.

Essa estratégia – com a relativa exceção dos meios especializados em economia - vai de simplesmente ignorar o encontro, à tentativa de diminuir sua importância, ou semear dúvidas sobre a unidade dos principais países emergentes, tentando ressaltar suas diferenças, no lugar do reconhecer o que realmente importa: a política comum dos BRICS de oposição à postura neocolonial de uma Europa e de um EUA cada vez mais instáveis, que se debatem com um franco processo de decadência econômica, diplomática e social.

Para isso, a mídia ocidental – incluindo a “nossa” - ignora os despachos das agências oficiais dos BRICS, principalmente as russas e as chinesas, que ressaltam a importância do Grupo e de suas iniciativas para suas próprias nações – o Brasil inexplicavelmente ainda não possui serviços noticiosos em outros idiomas, coisa que até mesmo Angola utiliza, e muito bem – e se concentra em procurar e entrevistar observadores “ocidentais” ou pró-ocidentais situados em esses países, que se dedicam a repetir a cantilena da “impossibilidade” do estabelecimento de uma aliança geopolítica de fato entre o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, baseados nos seguintes argumentos:

- A “distância” entre o Brasil, a África do Sul, e a Rússia, a índia e a China, como se em um mundo em que a informação é instantânea e um míssil atinge qualquer ponto do globo em menos de quatro horas, isso tivesse a menor importância.

- O fato de a África do Sul, o Brasil e a Índia serem democracias, e a China e a Rússia não serem democracias “plenas ” segundo o elástico conceito ocidental, que não considera a Venezuela uma democracia “plena”, mas o Kuwait ou a Arábia Saudita – autocracias herdadas e governadas pelo direito de sangue - sim.

- A concorrência da Índia, da China e da índia no espaço asiático, como se esses três países não cooperassem, até mesmo no campo militar, e não mantivessem reuniões, há muitos anos, para resolução de problemas eventuais.

- A rotulagem desses países em “exportadores de commodities” como a Rússia e o Brasil, “provedores de serviços”, como a India, e “fábricas do mundo”, como a China, como se essa situação, caso fosse verdadeira, não pudesse ser usada a favor de uma aliança intercomplementar, ou como se Rússia, Brasil e índia também não produzissem manufaturados, e entre eles produtos industriais avançados, como aviões, por exemplo.

É óbvio que uma aliança como os BRICS, que reúne um terço do território mundial, 25% do PIB, e praticamente a metade da população humana não se consolidará, política e militarmente, de uma hora para a outra. Mas também é igualmente claro, que não se trata de um grupo heterogêneo de nações que não tenham nada a ver uma com a outra.

Se assim fosse, o Brasil não estaria fornecendo aviões-radares para a índia, não estaríamos desenvolvendo mísseis ar-ar e terra-ar com a DENEL sul-africana, ou comprando helicópteros russos de combate, ou não teríamos, há anos, um programa de satélites de sensoriamento remoto com a China.

O primeiro traço comum entre os grandes “brics” como a Rússia, a China, a índia e o Brasil, e, em menor grau, a África do Sul, é, como demonstra a sua oposição à política ocidental para com a Libia e a Siria, o respeito ao princípio de não intervenção.

Porque o Brasil, a Rússia, a índia, a China, não aceitam que se intervenha em terceiros países, em função de questões relacionadas aos “direitos humanos”, por exemplo, ou devido à questão nuclear ?

Porque, como são países que prezam a sua soberania, não aceitam que, amanhã, o mesmo “ocidente” que hoje ataca a Libia, a Siria, ou o Irã, venha se unir contra um deles, qualquer deles, por causa de outras questões, como poderia acontecer conosco, eventualmente, no caso dos “ direitos” indígenas, ou da defesa da Amazônia, o “pulmão do mundo”.

Quem tem telhado de vidro não joga pedra nos outros. Que atire a primeira quem nunca pisou na bola. Qual é o país, hoje, que pode acordar pela manhã, olhar-se, enquanto sociedade, no espelho, e dizer que não tem nenhum problema de direitos humanos?

E mais, quem arvorou à Europa e aos norte-americanos a missão de julgar o mundo? Pode um país como os Estados Unidos, que invadiu e destruiu o Iraque, por causa de outro mito intervencionista, o da existência – comprovadamente falsa - de armas de destruição em massa naquele país, falar em direitos humanos ?

Pode uma Nação que inventou e usou, no Vietnam, centenas de toneladas de um veneno químico chamado agente laranja, contaminando para sempre o solo e as águas de milhares de hectares de selva, falar em defesa da natureza e das florestas tropicais?

Ou pode um país que jogou duas bombas atômicas sobre dezenas de milhares de velhos, mulheres e crianças desarmadas, queimando-as até os ossos - quando poderia – se quisesse – tê-las testado sobre soldados do exército ou da marinha japonesa, falar, em sã consciência, de controle de armamento atômico e da não proliferação nuclear?

A realidade por trás do discurso de defesa dos direitos humanos e da natureza é muito mais complexa do que Hollywood mostra às nossas incautas multidões em filmes como Avatar. Por mais que muitos espíritos de "vira-lata" queiram - mesmo dentro do nosso país - que Deus tivesse dado à Europa e aos Estados Unidos o direito de governar o mundo, para defender seu artificial e efêmero “american way of life”, ele não o fez.

Pequenos países, como a Espanha ou a Itália, na ilusão de se sentirem maiores, podem – assim o decidiram suas elites - abdicar de sua soberania política e econômica e bombardear a população civil na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, em defesa de uma impossibilidade quimérica como a Europa do euro, e do mandato da “Pax Americana”.

Nações como o Brasil, a Índia, a China e a Rússia, se aferram ao direito à soberania, ao recurso à diplomacia, à primazia da negociação. Não se pode salvar vidas distribuindo armas para um bando descontrolado de açougueiros que espanca e mata prisioneiros indefesos, desarmados e ensanguentados – mesmo que eles se chamem Khadaffi – e obriga jovens muçulmanos a desfilarem em fila, de joelhos, repetidas e infinitas vezes, sob a lente da câmera e a ameaça de armas e chicotes, para mastigar e engolir nacos de cadáveres de cães putrefatos. O futuro da humanidade no século XXI e nos próximos, depende cada vez mais da emergência de um mundo multipolar que se oponha à pretensa hegemonia “ocidental”. E é isso – queiram ou não os jornais e comentaristas europeus e norte-americanos – que está em jogo a cada nova Cúpula dos BRICS, como a de Nova Delhi.


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29 de mar de 2012

DOIS GÊNIOS DA FILOSOFIA POLÍTICA


(JB) - A morte de Millor Fernandes e de Chico Anísio é mais do que a perda de dois grandes humoristas. Chico e Millor, cada um em seu espaço, foram importantes filósofos políticos, distanciados dos grilhões acadêmicos, e argutos observadores da realidade brasileira.

Millor não dispunha dos atributos do ator de Maranguape, capaz de usar duzentas máscaras diferentes, para expor os sentimentos e o ridículo da condição humana. Nele havia a profundidade de reflexão, ancorada em uma erudição tanto mais ampla quanto menos pomposa. Ambos fustigaram a mediocridade e fizeram o povo pensar.

E me permitam defender uma categoria de pessoas a que também pertenço: aquelas que encontraram o seu caminho fora das escolas formais. Millor e Chico foram dispensados da moldagem do ensino tradicional, mas compensaram essa aparente dificuldade na formação dialética – e ética - do trabalho. Millor um pouco antes, no início da adolescência, ao entrar para a equipe de O Cruzeiro, e Chico, poucos anos depois, ao se tornar locutor de uma emissora de rádio.

Sendo um homem do espetáculo, e vivendo tantos e tão diferentes personagens, Chico Anísio teve a vida exposta, como um eterno caçador de experiências amorosas e pai incansável. Uma psicanálise de botequim poderia explicar a sua afetuosidade insaciável, que o fez marido de tantas e tão belas mulheres, como resultado do mundo de ficção em que vivia. Os atores sempre adicionam à alma, ainda que não desejem, parcelas de seus personagens, como transplantes da emoção dos autores. Millor não era ator, mas, sim, um excepcional pensador. Essa foi a essencial diferença entre os dois.

Ambos foram ácidos críticos da sociedade e aplicados defensores da verdadeira razão política. Chico exercia a sua cáustica vigilância no aparente desprezo pelas personalidades públicas. Ninguém soube caricaturar com tanta acuidade o parlamentar corrupto, do que ele, ao encarnar o deputado Justo Veríssimo. Já na fase final do regime militar, os telefonemas de Salomé, de Passo Fundo, ao Presidente João Batista Figueiredo, serviram, ao mesmo tempo, de crítica ao governo e de estímulo ao movimento de redemocratização em marcha. Millor ia muito mais fundo. Sua crítica não se limitava à política em senso estrito, aos governos e às instituições do Estado, mas atingia, em seu âmago, a sociedade contemporânea, com seus desavisos e submissão ao efêmero. Para isso, ele sempre se abasteceu dos clássicos gregos aos autores contemporâneos, passando, naturalmente, por Shakespeare, Goethe, Schiller, Molière, Racine e tantos outros. Ele era capaz de ir adiante das reflexões desses grandes autores, ao trabalhá-las em sua fulgurante inteligência. Ele usava a erudição para resumir a sua visão do mundo em frases curtas, certeiras, surpreendentes, definitivas.

Não conheci pessoalmente Chico Anísio. Meu universo era outro. Não morando no Rio, fui privado de convívio maior com Millor. Fazíamos parte, como tantos outros de nossos contemporâneos, do Círculo de Conceição de Mato Dentro que se reunia eventualmente no apartamento de José Aparecido, em Copacabana. Ambos fomos agraciados com o título de cidadãos de Conceição o que, para os que não conheceram Aparecido, nem a cidade na Serra do Espinhaço, pode não ter qualquer importância. A cidade de Aparecido, tão forte na história e no caráter de Minas, hoje, mais do que a Itabira de Drummond, não passa de uma foto esmaecida: mineradores estrangeiros a conspurcaram, ao dilacerar as serras que a cercam e esvaziar a cidade de sua identidade e de seu caráter ancestral.

Entre as minhas memórias de Millor, há a de um encontro na terra de Aparecido, em que ele, Gerardo de Mello Mourão, Newton Rodrigues e eu mesmo – não me lembro se houve outros colaboradores – redigimos longo poema sobre o aniversário de José, naquele mesmo dia, e que se iniciava com a evocação da morte de Giordano Bruno na fogueira, em 17 de fevereiro de 1600. Os versos de Millor foram os mais fortes, mais limpos e mais significativos, naquele “abc” em louvor do aniversariante.

As sucessivas gerações de homens brilhantes, que atravessaram o século 19 e fizeram a primeira metade do século 20, de Machado e Bilac, de Lima Barreto, de Belmonte e de J. Carlos; de Graciliano, José Lins, de Getúlio Vargas e de tantos homens de gênio foi sucedida por personalidades fortes da segunda metade do século passado, algumas das quais cruzaram o milênio. Chico e Millor, gênios vindos do povo, em sua forma de ver o mundo e nele se integrar, foram figuras emblemáticas dessa geração singular na história do país.

Uma frase de Millor, inscrita na escultura que adorna a porta do apartamento de José Aparecido no Rio, pode resumir a sua atitude diante da vida: Se alguém achar o vento a favor contrário, entra com o que tem.


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28 de mar de 2012

RACISMO, RELIGIÃO E TANATOS.


(JB) - Podemos talvez encontrar a origem do racismo, a partir do equívoco bíblico, de que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Levando a idéia ao pé da letra, nasceu a paranóia da intolerância ao outro. A imagem negra de Deus é a de seus deuses africanos, a imagem judaica de Deus é a de um patriarca hebreu, na figura de Jeová. Os muçulmanos não deram face a Alá, nem veneram qualquer imagem de Maomé, mas isso não os fez mais santos. Desde a morte de Maomé, seus descendentes e discípulos se separaram em seitas quase inconciliáveis, que se combatem, todas elas reclamando o legado espiritual do Profeta. Os muçulmanos, como se sabe, reconhecem Cristo como um dos profetas.

Os protestantes da Reforma também prescindiram de imagens sagradas, o que, sem embargo, não os impediu de exercer intolerância e violência contra os católicos, com sua inquisição - em tudo semelhante à de seus adversários.

Essa idéia que associa as diferenças étnicas e teológicas à filiação divina, tem sido a mais perversa assassina da História. Os povos, ao eleger a face de seu Deus, fazem dele cúmplice e protetor de crimes terríveis, como os de genocídio. O Deus de Israel, ao longo da Bíblia, ajuda seu povo, como Senhor dos Exércitos, a “passar pelo fio da espada” os inimigos, com suas mulheres e seus filhos. Quando Cortés chegou ao México, incitou os seus soldados ao invocar a Deus e a São Tiago, com a arenga célebre: “adelante, soldados, por Dios y San Tiago”.

Quando falta aos racistas um deus particular, eles, em sua paranóia, se convertem em seus próprios deuses. Criam seus mitos, como os alemães, na insânia de se considerarem os mestres e senhores do mundo. Dessa armadilha da loucura só escaparam os primitivos cristãos, mas por pouco tempo, até Constantino. A Igreja, a partir de então, se associou aos interesses dos grandes do mundo, e fez uma leitura oportunista dos Evangelhos.

A partir do movimento europeu de contenção dos invasores muçulmanos e do fanatismo das cruzadas, a cruz, símbolo do sacrifício e da universalidade do homem, se converteu em estandarte da intolerância. Nos tempos modernos, o símbolo se fechou - com a angulação dos braços, no retorno à cruz gamada dos arianos - em sinal definitivo e radical da bestialidade do racismo germânico sob Hitler.

Os fatos dos últimos dias e horas são dramática advertência da intolerância, e devem ser vistos em suas contradições dialéticas. O jovem francês que mata crianças judias e soldados franceses de origem muçulmana, como ele mesmo, é o resultado dessa diabólica cultura do ódio de nosso tempo aos que diferem de nós, na face e nas crenças. É um tropeço da razão considerar todos os muçulmanos terroristas da Al-Qaeda, como classificar todos os judeus como sionistas e todos alemães como nazistas. Ser muçulmano é professar a fé no Islã – e há muçulmanos de direita, de esquerda ou de centro.

Merah, se foi ele mesmo o assassino, matou cidadãos do moderno Estado de Israel, como eram as vítimas da escola de Toulouse, mas também muçulmanos do Norte da África, como ele mesmo. Os fatos são ainda nebulosos, e os franceses de bom senso ainda duvidam das versões oficiais, como constatou Teh Guardian em matéria sobre o assunto.

Em El Cajon, nas proximidades de San Diego, na Califórnia – uma comunidade em que 40% de seus habitantes é constituída de imigrantes do Iraque, uma senhora iraquiana, que morava nos Estados Unidos há 19 anos, foi brutalmente assassinada, com o recado de que, sendo terrorista, depois de morta deveria voltar para o seu país. O marido, também iraquiano, é, por ironia da circunstância, empregado de uma firma que assessora o Pentágono na preparação psicológica dos militares que servem no Oriente Médio. E também nos Estados Unidos, na Flórida, um vigilante de origem hispânica (embora com o sobrenome significativo de Zimmermann, bem germânico) matou, há um mês, um jovem de 17 anos, Travyon Martin, provocando a revolta e os protestos da comunidade negra.

Em Israel, o governo continua espoliando os palestinos de suas terras e casas e instalando novos assentamentos para uso exclusivo dos judeus. O governo de Telavive não reconheceu a admoestação da ONU de que isso viola os direitos humanos essenciais. Os Estados Unidos votaram contra a advertência internacional a Israel. Como se vê os direitos humanos só são lembrados, quando servem para dissimular os reais interesses de Washington e de seus aliados e dar pretexto à agressão a países produtores de petróleo e de outras riquezas, como ocorreu com o Iraque, a Líbia e o Afeganistão.

Os episódios de intolerância se multiplicam em todos os países do mundo – e mesmo entre nós. No Distrito Federal, segundo revelações da polícia, um grupo de neonazistas mantinha célula terrorista há cerca de trinta anos, associada a outros extremistas de todo o país. Na madrugada de 28 de fevereiro deste ano, em Curitiba, vinte jovens neonazistas assassinaram um rapaz de 16 anos, a socos, pontapés e facadas. O principal executor, um estudante de direito, foi escolhido para cumprir ritual de entrada no grupo, como prova de coragem. A coragem de matar um menino desarmado. Também em Curitiba e em Brasília foram presos dois racistas, que usavam a internet para expor as suas idéias fascistas e incitar a violência contra ativistas femininas, homossexuais, negros e nordestinos.

Enquanto não aceitarmos a face morena de Jesus, como a mais próxima da face do Deus - criada para dar transcendência ao mistério da vida - o deus que continuará a dominar a nossa alma será Tanatos, o senhor da morte.


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22 de mar de 2012

A EXTREMA DIREITA E OS ATENTADOS NA FRANÇA


(JB) - A polícia francesa se encontrava, na noite de ontem, mobilizada a fim de identificar o homem que matou quatro pessoas, entre elas três crianças, e feriu outras, em uma escola judaica de Toulouse. Houve, tanto em França, como em Israel, preocupação em culpar os demônios do momento, ou seja, os “terroristas muçulmanos”. Antes de qualquer manifestação das testemunhas, os meios de comunicação e os porta-vozes oficiais quiseram inculpar os islamitas. Coube aos próprios policiais relacionar o atentado contra a escola judaica de Toulouse à morte de dois paraquedistas franceses, e graves ferimentos em dois outros, na mesma região, nestes mesmos dias, e de forma semelhante.
O detalhe que Tel Avive esqueceu: os dois paraquedistas mortos em Montauban, a 40 quilômetros ao norte de Toulouse, quinta-feira passada, eram muçulmanos, do norte da África: Abel Chenouf e Mohamed Legouard. Um terceiro muçulmano, Imad Ibn Ziaten também militar e igualmente paraquedista, fora alvejado na mesma cidade de Toulouse, no domingo anterior. Em todos os atentados, o assassino usava uma motocicleta. A arma que matou os soldados franceses é do mesmo calibre da que foi usada na escola judaica, ontem pela manhã. Apesar disso, há ainda quem tente atribuir os dois atentados aos muçulmanos. Quando examinamos os fatos com ódio, ou com leniência, é difícil ver as coisas em sua clareza. E há quem atribua os crimes aos muçulmanos em razão de seu próprio e calculado interesse.
Tudo é possível, em atos semelhantes, mas os primeiros indícios relacionam a brutalidade do matador de crianças judaicas à rearticulação da extrema direita racista na Europa de hoje. O atentado de Toulouse lembra - ainda que o número de vítimas tenha sido menor - a chacina da Noruega, plenamente assumida por um neonazista. As elites européias repetem os mesmos movimentos econômicos, políticos e culturais que promoveram, nos anos 20 e 30, o nazifascismo no continente, com os resultados conhecidos. Quando perceberam que Hitler tinha seu próprio projeto de ditadura universal, era quase tarde. Só a resistência desesperada dos russos, na defesa de sua pátria, pôde conte-los e empurra-los de volta a Berlim, onde foram vencidos. É de se ressaltar, também, o heróico sacrifício dos ingleses, durante os ataques aéreos sistemáticos a Londres e a outras cidades.
Os novos nazistas são os velhos nazistas e já não se inibem em manifestar-se. Um membro do SPD, Thilo Sarrazin, nascido no mesmo ano da derrota alemã, 1945, publicou violenta proclamação racista contra os muçulmanos - por ironia, seu sobrenome, vindo do francês, significa Sarraceno. Não poupou, como bom nazista, os judeus, insistindo na tese de que eles têm um gene particular e único. Seu livro “Deutschland Schafft Sich Ab” (A Alemanha se destrói) está sendo dos mais vendidos nos país. Apesar do caráter nazista do livro, o SPD ainda não o expulsou de seus quadros. Depois da morte de Willy Brandt, muitos socialistas alemães em nada diferem de seus adversários da CDU.
O caso mais grave, neste momento, é o da Hungria, onde o primeiro ministro Viktor Orban retorna aos anos terríveis da ditadura de Horthy, com a censura à imprensa e o racismo ensandecido. As milícias de seu partido, o “Jokkib”, semelhantes às S.A. dos nazistas, estão caçando ciganos a porretadas e aterrorizando as aldeias do país. Na Itália, os neofascistas atuam com toda ousadia, desde que Berlusconi, à frente de seu partido de extrema direita, assumiu o poder.
Para eles, judeus e muçulmanos pertencem a um só grupo de “inferiores” que devem ser eliminados, em nome da pureza dos soi-disant arianos. Em nosso país há também os que defendem a pureza racial européia e o seu direito a nos dominar. É hora de contê-los, antes que se faça tarde. Não podemos tolerar nenhuma violência racista, seja contra judeus ou muçulmanos, negros ou nordestinos. Se outra razão não houvesse, a imensa maioria de brasileiros é constituída de mestiços, e temos nos dado muito bem com essa mescla de sangues e de culturas diferentes.


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20 de mar de 2012

O CONFISCO ITALIANO E A NOSSA SOBERANIA


(JB) - Uma empresa de consultoria,a Italplan, situada em pequena cidade das proximidades de Arezzo, na Itália, com um capital de apenas 12 milhões de euros, conseguiu bloquear os depósitos do governo brasileiro, nas filiais do Banco do Brasil em Roma e em Milão. A sentença, inusitada nas relações internacionais, é de um juiz de primeira instância, e sem valor jurídico – segundo os especialistas. Apesar disso, autoridades italianas lhe deram razão e atacam o governo brasileiro. Se quiséssemos responder com a mesma insolência, seria o caso de congelar os ativos do governo italiano no Brasil, até resolver a questão. Mas, como é mais elegante, escolhemos outro caminho.
O México, tan lejos de Dios e tan cerca de Estados Unidos, insurge-se contra o nosso país, porque decidimos, em defesa de nossos interesses nacionais, rediscutir o acordo automotivo entre as duas nações. Em Madri – sempre em Madri – uma senhora de 77 anos foi ofendida e humilhada no Aeroporto de Barajas, onde passou três dias submetida aos mais duros constrangimentos. Devemos nos preparar para mais problemas dessa natureza, porque começamos a ter forte presença internacional.
Sempre foi de nossa índole tratar muito bem os estrangeiros. No entanto, como dizia Benjamin Franklin, no alto de sua versátil sabedoria, é preciso saudar com respeito o vizinho, mas manter o portão trancado. Infelizmente – e é triste constatar isso – há brasileiros que têm o “complexo de vira-lata”, conforme a observação ferina de Nelson Rodrigues. E, ao contrário do que se pensa, o sentimento de inferioridade é muito mais intenso - e mais grave - entre as pessoas da classe média e alta do que entre os brasileiros mais pobres.
Com todo o respeito pelos vira-latas que lutam pela sua sobrevivência nas ruas, a atitude dos brilhantes acadêmicos da PUC do Rio, e da USP de São Paulo, diante da Europa e dos Estados Unidos, não foi exatamente a de águias ou de leões – quando no governo do paulista Fernando Henrique Cardoso. Recorde-se que o chefe de Estado saudou a criminosa globalização do neoliberalismo como um novo Renascimento, e aplicou-se em implantá-lo. As conseqüências estão castigando hoje, também, os próprios países centrais.
Há, no entanto, razões para que nos sintamos realmente humilhados. Os escândalos que se sucedem, sobretudo os relacionados com a privatização dos ativos nacionais, não contribuem para a nossa auto-estima. Agora, temos os relacionados com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a VALEC, que são motivo de mal-estar entre os brasileiros de bem, ou, seja, a quase totalidade de nosso povo. Somos quase duzentos milhões de brasileiros honrados, que estudam e trabalham, amam o país, pagam seus impostos, mas exercem mal a sua cidadania, não examinando bem a vida daqueles que elegem.
O caso da Italplan é nisso emblemático. Há um estudo sério, feito pelo consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Eduardo Fernandez Silva, que deve ser lido com atenção pelo Governo e pela Base Aliada. O acesso ao documento pode ser feito por www.bd.camara.gov.br?/bd/bitstream/handle/bdcamara/1283/trem_bala_fernandez.pdf?sequence+1
A primeira dúvida do analista é se haveria demanda que justificasse o trem de alta velocidade. O estudo da Italplan, de acordo com o consultor, é “furado”, sem nenhum apoio técnico. O documento previu que, em 2011 – quando o trem-bala deveria estar operando – o tráfego, pela linha, nos dois sentidos, seria de 32 milhões de passageiros/ano no percurso entre as duas cidades. Outras estimativas previam menos de 8 milhões.
Para se ter uma idéia da ficção do projeto italiano, o registro de entrada e de saída da cidade de São Paulo, de todas as procedências e para todos os destinos, e por todos os meios de transporte, é hoje de cerca de 20 milhões de passageiros por ano.
Por outro lado, o projeto chega a mencionar “passagens de nível” no percurso, o que é absolutamente inconcebível em um trem com essa velocidade. Os trens semelhantes trafegam dentro de muros altos, ou em túneis, uma vez que o choque com um pequeno animal, na velocidade em que se deslocam, pode causar acidentes catastróficos.
A Italplan, fundada no ano 2000, afirmou, na ocasião em que apresentou seu “projeto”, que adquirira experiência quando participara do projeto do trem de alta velocidade Roma-Florença. Ora, a linha Direttissima foi projetada em 1970, e concluída em 1992 – 22 anos depois de iniciada e oito anos antes que a firma de Arezzo se instalasse. No seu site na Internet, no entanto, registrava como sua experiência a realização de “uma linha férrea de alta velocidade entre o Rio e São Paulo e a requalificação da Estação do Rio de Janeiro”, ou seja, refere-se ao pré-projeto que apresentara ao Ministério dos Transportes como tendo sido aprovado pelo governo, e ao trem bala como se estivesse em operação.
O Ministério dos Transportes e a Valec não poderiam ter-se comprometido com a Italplan sem antes averiguar a sua competência técnica para elaborar um projeto dessa natureza, mesmo porque a empresa, em seu portfólio da época, só apresentava projetos de esgotos e reciclagem de lixo para a Argentina e para a China, e como experiência ferroviária exatamente o que pretendia ser o seu projeto brasileiro.
Do que houve, podemos tirar algumas lições. A primeira delas é a de que as escolhas políticas podem atribuir o poder de decisão a personalidades sem competência técnica, nem bom-senso administrativo – isso sem falar nas suspeitas de corrupção. E há um assunto que deve ser tratado com urgência: a da remuneração da eficiência. Os vencimentos e salários dos administradores públicos no Brasil, responsáveis por projetos de bilhões de reais, são irrisórios. Qualquer empresa privada compete, nisso, com todas as vantagens, com o Estado. O Estado deve remunerar seus altos executivos conforme as leis do mercado.
Constatamos também que sábio foi Juscelino quando, a fim de realizar a sua meta de avançar 50 anos em 5, criou sistema paralelo de ação executiva , independente da burocracia tradicional, com seus grupos de trabalho, constituídos de personalidades com reconhecida notoriedade nos assuntos a eles confiados.
A fim de consolidar o avanço destes últimos anos, temos que examinar, sem hipocrisia e com a consciência de que não podemos perder o impulso, problemas como os da remuneração da eficiência. O Estado não pode ter os piores executivos, em nome de uma equivocada economia. Muitíssimo mais perdemos, ao nomear executivos que recebem pouco – e se remuneram muito, mediante os recursos conhecidos.

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18 de mar de 2012

TELEFÓNICA RECEBE RECURSOS DO BNDES, DEMITE MILHARES, E AINDA PEDE À ANATEL LICENÇA PARA ALIENAR O PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO

A desfaçatez das empresas espanholas no Brasil não tem limites. Ajudados por decisões do setor público, no mínimo incompreensíveis, os acionistas controladores da Telefônica auferem, aqui , lucros espantosos. Cem por cento desses lucros sobre o investimento estrangeiro, mais juros sobre esse capital, são repatriados via remessa de lucros . A empresa está, agora, procurando, com esse dinheiro, comprar as poucas ações ainda em mãos de brasileiros (cerca de 20%), para atingir a totalidade do controle acionário.

A Telefônica obteve empréstimo, junto ao BNDES, de 3 bilhões de reais no ano passado, destinado à “expansão de infra-estrutura”. Ora, se ela tem dinheiro para comprar mais ações por que o empréstimo? Por que não usar o lucro a fim de cumprir suas obrigações de expansão da rede? Ou seus controladores, na realidade, vai usar o dinheiro do BNDES para comprar mais ações? Esses investimentos para expandir a infra-estrutura deveriam ter saído dos lucros que envia ao exterior. A empresa nada investe de seus ganhos, que escoam para fora do país, comprometendo nosso balanço de pagamentos.

Em contradição com esse pretenso movimento de “expansão da infra-estrutura”, e apesar desse gigantesco empréstimo público, a Telefônica está demitindo, no Brasil, segundo informa a imprensa, mil e quinhentos empregados.

Sabe-se que, por agora, na área técnica, ela já demitiu setenta dos funcionários mais antigos, mediante Plano de Demissão "voluntária".

Mas, em seu cabide de empregos, no Conselho de Administração, pendura-se Iñaki Undargarin, genro do Rei da Espanha - que está sendo processado por corrupção naquele país .

A ambição de lucro e de benefícios por parte do setor público, no entanto, não tem limites. Os meios de comunicação informam que a Telefônica do Brasil está pleiteando, agora, junto à ANATEL, a retirada de duas casas e de seu edifício sede - localizados no centro de São Paulo - da “ lista de bens reversíveis “, isto é, que devem, por força do contrato, retornar à posse da União quando acabar a concessão, e que fazem parte do patrimônio de todos os brasileiros.

Essa exclusão possibilitaria a venda dos imóveis, que, embora valendo milhões, são pálida migalha do que foi saqueado e entregue, a preço de banana, na farra do boi das privatizações dos anos noventa – realizada no governo FHC, pelo PSDB de São Paulo.

Maior do que a cara de pau da empresa em pedir a liberação dos imóveis para alienar o patrimônio e levar o dinheiro para a Europa- onde está devendo mais de 50 bilhões de euros (140 bilhões de reais) - será o escândalo que se vai armar se a ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, atender a esse pedido.

O Congresso, os cidadãos, o Judiciário, precisam agir e impedir a agência de considerar com leviandade o caso. Pelo que se comenta, o Ministério Público já pensa determinar pesquisa cartorial, em todo o território nacional, que estabeleça a verdade em relação ao rol das propriedades das antigas estatais. Aceitar a possibilidade da exclusão dessas propriedades da Lista de Bens Reversíveis seria escandaloso crime de Lesa Pátria, sobretudo no momento em que a Vivo – cada vez mais “viva” - está demitindo centenas de trabalhadores.

Quando se esquartejou a Telebrás, uma das maiores empresas de telefonia do mundo, que concorria, por meio do CPQD, de forma direta, à época, com os grandes grupos de telecomunicações internacionais no desenvolvimento de tecnologia de ponta, como o cartão indutivo, as Centrais Trópico R, ou o BiNA, alegou-se que a entrega desse patrimônio estratégico nacional às empresas estrangeiras proporcionaria os capitais e a tecnologia necessários à universalização das telecomunicações no Brasil.

Nada disso ocorreu. Não houve praticamente investimentos em telefonia fixa, e o filé da telefonia celular foi entregue de mão beijada aos estrangeiros. Com acesso ao dinheiro do BNDES e aos benefícios concedidos às empresas estrangeiras depois da privatização – entre eles um brutal aumento das tarifas – técnicos e empresas nacionais já teriam alcançado, com folga, esse objetivo.

Os espanhóis não possuem tecnologia na área de telecomunicações e não desenvolvem nova tecnologia. A prova disso é que a maioria dos equipamentos usados aqui pela Telefônica são importados da China.

As empresas estrangeiras que atuam neste momento, no Brasil, na área de telecomunicações, não conseguem competir por seus próprios meios. O BNDES, sob controle do Ministério do Planejamento, e alimentado com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e parcela dos impostos de todos os brasileiros, tem que parar de ficar tratando a pão-de-ló as empresas estrangeiras. É urgente investir na recuperação institucional da Telebrás – que precisa voltar a trabalhar no varejo.

A ficar assim, daqui a pouco o Brasil estará trabalhando apenas para conseguir dólares para continuar garantindo – via remessa de lucros - a sobrevivência e o statu-quo, ou seja, a manutenção dessas elites desumanizadas neoliberais que estão submetendo seus povos à miséria - e colocaram seus países em crise, e neles, parte do povo é levada, por elas, a exacerbado ânimo colonialista.

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17 de mar de 2012

A AMAZONIABRAS E A TERCEIRIZAÇÃO DA AMAZÔNIA


As notícias de que tribos indígenas estão cedendo os direitos sobre suas terras a empresas estrangeiras e de que o Governo Federal pretende entregar, à iniciativa privada, um milhão e quatrocentos mil hectares de território amazônico para a exploração legal de madeira, de forma sustentável e controlada, nos conduzem a algumas reflexões.
Em primeiro lugar, como no caso clássico do marido traído que resolve o problema tirando o sofá da sala, trata-se de uma confissão explícita do governo – e da Nação, diante de outros países - de que não temos competência para cuidar da questão amazônica.
Em segundo lugar, o problema dessa vasta região não se resume à exploração ilegal de madeira, embora essa atividade possa ser vista como a ponta do iceberg da verdadeira casa de mãe joana em que se transformou a maior selva tropical do planeta.
Como vamos resolver o problema do garimpo e da mineração ilegal? Do garimpo e mineração legalizados, que descumprindo normas, atentam contra o meio ambiente? E o do roubo de espécimes animais e vegetais para a pesquisa biotecnológica em terceiros países? Entregando também essas áreas para empresas privadas? Se o Estado, hoje, não consegue controlar o que ocorre nessas imensas áreas, como ele o fará depois que elas forem transferidas oficialmente para particulares pelo prazo de 40 anos ?
Quem vai impedir que a empresa que recebeu uma concessão para retirar madeira não se sinta tentada a exercer outras atividades, se ao abrigo das copas das árvores, um funcionário topar com uma jazida de nióbio, ou de terras raras, com depósitos de petróleo, com um veio de ouro, ou com esmeraldas ou águas marinhas, ou com fósseis pré-históricos?
Como o Estado vai evitar que pesquisadores estrangeiros se associem a essas empresas para explorar, com a proteção de seus donos e seus seguranças, a biodiversidade local?
Como se assegurará a garantia dos direitos de posseiros ou da população ribeirinha dos cursos de água localizados nesse um milhão e quatrocentos mil hectares de solo ?
Muitos podem alegar que o governo não tem recursos para fazer valer a sua presença e exercer a sua responsabilidade na Amazônia. Que esse tipo de coisa, como costuma dizer a velha cantilena privatizante, não é obrigação do Estado, que deve, prioritariamente, se preocupar com a educação, com a saúde, com a segurança.
A verdade, no entanto, é que não podemos aceitar que a Amazônia seja transformada em um problema incômodo do qual o país tenta se livrar – e livrar-se da sua responsabilidade – empurrando-o para as mãos de terceiros.
A Amazônia, assim como o pré-sal, é um imenso patrimônio econômico e estratégico, que precisa ser racionalmente explorado, com participação direta do Estado, em benefício de todo o povo brasileiro.
Como conseguir dinheiro para fazer isso, ou seja, fiscalizar o que se passa nessa imensa região, e, ao mesmo tempo, gerar milhões de empregos, na exploração de seus imensos recursos florestais, minerais, hídricos, biotecnológicos ?
O governo poderia pensar em constituir, por meio do BNDES, uma empresa chamada Amazônia Brasileira S.A, e dentro dela, ao mesmo tempo uma holding e um guarda-chuva institucional, divisões independentes para cuidar das diferentes áreas de interesse, como biotecnologia, mineração, pesca e aquicultura, turismo, etc.
O segundo passo o de lançar uma OPA na Bolsa de Valores de São Paulo, para levantar, como ocorreu com a capitalização da Petrobras, 20 ou 40 bilhões de reais necessários para iniciar o projeto, com base em participação do Estado, de capitais privados nacionais e de participação de capitais estrangeiros, assegurando-se ao governo a palavra final, na direção da empresa, e por meio de uma golden share.
A Amazônia Brasileira S.A, seguindo as experiências da TVA (Tennessee Valley Authority, criada por Roosevelt em 1933) e da nossa Petrobras, poderia abrigar o interesse nacional e o capital de grandes mineradoras, como a Vale, de empresas madeireiras, moveleiras e de celulose, de piscicultura, hotelaria, transporte fluvial, de laboratórios interessados em explorar o potencial ainda quase virgem da biodiversidade amazônica, aproveitando o momento de grande liquidez do mercado internacional e a disponibilidade de capital de nossos parceiros do BRICS, por exemplo.
Em poucos meses, poderiam ser criados, para a população amazônica e para brasileiros de todo o país, milhares de empregos diretos e indiretos, ocupando de simples vigias a cientistas e pesquisadores, na esfera de influência e nos diferentes ramais de atuação da Amazoniabras e implementação da infra-estrutura e da logística necessárias para atendê-la.
A presença de uma empresa desse porte, e com esse poder – o poder do Estado no seu controle – inibiria a atuação de garimpeiros e exploradores ilegais de madeira, o desmatamento seria mais eficazmente combatido, acabando com a cultura de impunidade e desatado “laissez-faire” que impera em imensas porções desse território.
Entregar a Amazônia a terceiros, porque se pensa que a Nação não tem condições de cuidar dela, é um crime e um absurdo. Para combater a exploração ilegal de madeira, basta decisão política, como uma lei proibindo o transporte de madeira por caminhões não monitorados por satélite . A criação de uma recompensa, de quarenta por cento do valor arrecadado com a venda da madeira apreendida, para o agente que fizer a apreensão. Outro recompensa, de dez por cento do valor arrecadado, para quem tiver denunciado o carregamento ilegal. Além disso, com meia dúzia de computadores na sede do Ministério do Meio Ambiente, ou do IBAMA, se faria o controle do tráfego desses veículos dentro de limites previamente estabelecidos para a extração legal de madeira, monitorados via GPS. Fora desse limite, qualquer veículo transportando madeira dentro da região amazônica seria imediatamente e legalmente apreendido e sua carga seria confiscada e doada a cooperativas moveleiras destinadas a agregar valor á madeira. Getúlio fez a Petrobras, Juscelino construiu Brasília. Se Dilma fundar uma grande empresa mista voltada para apoiar o desenvolvimento econômico e social da Amazônia, a marca do seu governo sobreviverá para sempre no futuro.
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12 de mar de 2012

A XENOFOBIA ESPANHOLA E A RECIPROCIDADE BRASILEIRA

Aproveito a repatriação de uma senhora brasileira de 77 anos do aeroporto de Barajas, para voltar ao assunto das medidas de reciprocidade que serão adotadas para a entrada de cidadãos espanhóis no Brasil, a partir do dia 2 de abril próximo, como comprovação de renda para ficar no país, reserva de hotel, passagem de ida e volta, etc.


Muitos dizem que as medidas adotadas contra os brasileiros pela polícia de imigração espanhola em Barajas, se devem ao despreparo e à xenofobia da polícia, e que isso não representa a visão que, em geral, o povo espanhol tem do Brasil e dos brasileiros.


Por essa razão é importante ver como o anúncio dessa medida repercutiu na Espanha, e, mais do que isso, como ela repercutiu em outros países da América Latina, para ver se apenas nós, os brasileiros, somos maltratados ao tentar entrar na Espanha, ou se trata de um padrão de comportamento da polícia de imigração espanhola que atinge, de forma geral, cidadãos oriundos de nossa região.


Com esse intuito, pedi à equipe do blog para fazer uma pequena pesquisa. Para quem sabe espanhol, ou quem entende espanhol, ou ainda quiser traduzir, deixo aqui, comentários que mostram que, infelizmente, a xenofobia e o racismo contra brasileiros – inclusive por parte de espanhóis que costumam vir regularmente ao nosso país – estão muito mais enfronhados do que se imagina na opinião pública daqiele país, hoje.


Quem não souber castelhano, que use o tradutor do Google, se precisar. É curioso ver como – apesar das conquistas dos últimos anos - ainda somos vistos lá fora por parte dos internautas de um país com quase 25% de desemprego (o nosso está em 4,7%), uma dívida externa de 165% do PIB (a nossa é de cerca de 12,7% do PIB) e cerca de 30 bilhões de dólares de reservas internacionais (as nossas são de quase 360 bilhões).


Um país que, durante uma ou duas gerações, chegou a alcançar um padrão de vida artificialmente elevado não apenas pelo hábito de exportar como problemas parte de sua gente a cada a duas ou três gerações para outros países, entre eles o nosso, mas também por causa dos bilhões de euros recebidos, durante anos a fio, da França e da Alemanha para se modernizar, e de mais centenas de bilhões de euros contraídos em dívidas – só os bancos espanhóis devem mais de 800 bi de euros ao BCE - que terão que ser pagas agora.


Foi para a elite desse país – tão preconceituosa e racista como ainda são infelizmente muitos espanhóis que chegam a defender “suas” multinacionais nos comentários - que entregamos, irresponsavelmente e de mãos beijadas - o filé da telefonia celular e um bom pedaço do mercado financeiro nacional nos anos 1990.


Nos comentários a seguir o leitor do blog poderá ver algumas das sugestões dos internautas espanhóis para o contencioso com o Brasil, que vão de fazer blitzes “redadas” contra a população brasileira na Espanha (imaginem quantos espanhóis não seriam presos se fizéssemos isso no litoral nordestino atrás de traficantes de drogas e de exploradores de boates e pontos de prostituição), até a expulsão pura e simples de todos os brasileiros que vivem no país e o confisco de suas propriedades.


Como contraponto, no entanto, no final do post, pode-se ver que nem todos os espanhóis tem essa opinião, e ler também um apanhado de comentários retirados de diversos jornais e sites da América Latina, por meio dos quais o internauta poderá ver como a maioria da opinião pública do continente está não apenas apoiando com entusiasmo a posição adotada pelo governo brasileiro, mas também exigindo – e expondo suas razões - que seus respectivos governos adotem as mesmas medidas de reciprocidade com relação à Espanha que está adotando o Brasil:


OPINIÃO DE ESPANHÓIS SOBRE AS MEDIDAS DE RECIPROCIDADE:


128.-Solución sencilla y que aplicaría cualquier país que se preciara un poco y que tuviera un líder con lo que hay que tener: expulsión masiva de los inmigrantes brasileños en España, unos 150 mil legales y probablemente unos 50 a 100 mil más ilegales.En su inmensa mayoría población de baja estofa, que se mueve en círculos de economía sumergida o ya claramente delictiva, es decir putas y maricones [chaperos y travelos]. A la calle con ellos.Si es que nos están ofreciendo la ocasión en bandeja de echar a esta chusma parásita.Y a ver si también la UE hace algo por una vez.


#138 Si, majosalao, si. Los españoles hemos creado mucha riqueza en Brasil. En cambio, de ellos, tenemos sus "doctoradas" que ejercen en la universidades a pie de carretera. Ellos, son los mayores delincuentes, de todos los que conozco, no hay ninguno decente, que trabaje honradamente, el que no trapichea, roba. Mi esposa es de allí, y al llegar aquí, lo primero que dijo fue; Dios mío, entre unas y otros, nos llenan de vergüenza. No tenemos trato con nadie de sus compatriotas, por motivos obvios.


120.-Este truño del gobierno brasileño es totalmente absurdo.En todos los países sudamericanos, hay un 80% de la población que vive con sueldos de 200 € al mes o menos. ¿Qué ocurre? Pues si esa gente viene a Europa, limpiando casas o haciendo trabajos no deseados por nuestros aborígenes, ganan entre 1000 y 1500 € mensuales. Por ello, es muy común que muchos quieran venir de vacaciones y quedarse ilegalmente aquí. Y por ello, se imponen políticas muy restrictivas con esa gente.Como yo no creo que el que vive aquí y gana 1500 € quiere ir a brasil a ganar 200 €, no se entiende que ese y otros países decidan calcar las políticas nuestras cuando las situaciones son diferentes. Ellos necesitan capitales y turismo para desarrollarse. Si ponen trabas, mejor para nosotros, más españoles invertirán en españa y más trabajo para los españoles.Por envidia, orgullo y por estupidez, ellos están actuando en contra de sus intereses. Allá ellos, más tiempo les durará la pobreza. Y hablo de países sudamericanos, como Brasil, Bolivia, ..., que quieren aplicar las mismas políticas restrictivas que nosotros con circunstancias diferentes.


97.-Esto es producto de ataque de grandeza "brasuca" y del complejo que tienen como la mayoría de los otros sudamericanos, bañados en una gran epidemia de envidia. Quieren jugar a ser una potencia mundial. En los medios oficiales, se les llena la boca de propagar ser "o sesto pais mais rico do mundo" [ que Dios nos coja confesado por su estúpido nacionalismo cutre Y eso ya desde mi última visita, hace casi cuatro años.Viví allí mucho tiempo, cree trabajo [ estaba mal visto; esa cosa no les gusta mucho, ellos al "forró" y caipirinhas ]. Pobrecitos, me dan pena, quieren comparar nuestros técnicos que están allí la gran mayoría en empresas españolas, con sus "técnicas" que están aquí dando "docencia" en las "universidades" que hay al pié de carretera.De su repugnante sistema sanitario, prefiero no hablar. De la corrupción de sus autoridades, ya ni comento. La corrupción es el sistema. Las bolsas de pobreza son dignas de ejemplo.Les podría decír miles de cosas.¿ Que siguen así ?.- Visado para ellos y punto.¿ Que les causan problemas a nuestras Multis ?.- No pasa nada: Indemnización, se les deja solos y a los 5 años, están otra vez, pidiendo que volvamos.Serían otras condiciones.


7.-El problema no es tan simple como eso... Muchos españoles han invertido dinero en Brasil sobre todo durante la burbuja inmobiliaria y se ven abocados a seguir manteniendo relaciones con ellos. Una de los grandes problemas que han sido engañados y después de invertir no pueden abrir cuenta corriente, por ser extranjeros con lo que se les complica muchísimo la administración y venta de esos inmuebles. Como primera medida habría ya que aplicarles la ley de la reciprocidad [como dicen que hacen ellos] y suprimir todas las cuentas corrientes que tienen los no residentes brasileños en España. Y tantas otras cosas. Luego en lo que respecta al tráfico de personas la mayoría de los brasileños que vienen a España es para ejercer la prostitución mientras que la mayoría de los españoles que van a Brasil es para generar riqueza, ya sea de turismo gastando o invirtiendo. No se lo que harán en las aduanas pero en mi último viaje a Natal volví con una fulana a mi lado que incluso se atrevió a ofrecerme sus servicios en vuelo. ¡De coña!. ¡Pero si Brasil es un país tercermundista donde la mayoría de la población mal vive y unos cuantos tienen toda la riqueza!. ¡Dejemos de chorradas!.


11.- #5 Te recuerdo que estamos hablando de Brasil, no de Chile o de USA o estas muy mal informado o que te pagan por escribir estas bobadas...Yo llevo 10 años con negocios y viajando a Brasil y se de lo que estoy hablando. Brasil, aunque se le llame país emergente, es un país tercermundista en la mayoría de los aspectos y la mayor parte venían a España es para buscarse la vida, sobre todo ejerciendo la prostitución [putas y travestis]. Como ahora las cosas han cambiado y nuestro país no está para eso y ven que algún español está intentando ganarse la vida ahí, nos salen con estas normas. Cuando nosotros hemos admitido a miles de indocumentados aquí. Los que van a esas universidades que los españoles no podemos pagar?, serán los hijos de los terratenientes y la oligarquía brasileña que, eso si, viven como enanos mientras la mayoría de sus ciudadanos están en la miseria. Los brasileños han engañado y siguen engañando a muchos españoles [y a España] que han invertido allí, porque es un país donde el engaño está a la orden del día [mucho más que aquí]. Para conocer un país hay que vivir, hacer negocios y viajar en el, no tener un par de amigos ricos que te cuenten una milonga.


18.- #6 ¿Reunificación familiar? Mira, si yo necesito a alguien que me haga un trabajo -pongamos un fontanero- lo contrato, hace el trabajo, le pago y se va. No necesito que se traiga a su madre, ni a los cincuenta hermanos y a los ochocientos medio hermanos. Mucho menos a su padre [divorciado de su madre] que está encamado con otra y esa otra ya tiene dos churumbeles y otro cociéndose en el bombo. Si es muy simple: vienen, curran, cobran y se vuelven al lugar de donde han venido. Todo limpio y ordenado.


24.- #15 He invertido ahí porque me ha dado la gana y porque, desde luego, desconocía los entresijos del país. He sido un pardillo, lo reconozco, y por eso lo cuento para que a los demás no les ocurra lo mismo que a mi. A Brasil hay que ir de turismo y a lugares donde la seguridad este controlada y disfrutar de su naturaleza. No hay que invertir en nada hasta que los extranjeros no podamos tener cuentas corrientes y se hagan otras reformas. Que se queden ellos con lo suyo y hasta que abrán las fronteras no se les compra nada, ni se deja entrar a nadie en la CEE. Y si se echa algún polvo a alguna lugareña mucho cuidado que luego llega toda la parentela...


31.- #25 Pues a ver si das tu alguna muestra tu de intectualidad... o por lo menos aporta algo nuevo al debate. Yo por lo menos aporto la experiencia que tengo haciendo negocios y viajando en ese país durante 10 años. Ya sabemos que los extremos nunca existen al 100% pero la generalidad de lo que sucede esta claro. Ahora que nosotros no estamos bien, esos cabrones nos suben los requisitos de entrada y para hacer negocios de una manera brutal y cuando era al revés nosotros les hemos dejado pasar como perico por su casa. ¡¡Esa es la correspondencia brasileña y la puta verdad!!. Y ahora frente a su pueblo, en general ignorantes, sacan pecho diciendo lo del orgullo patrio, la ley de la reciprocidad y otras zarandajas mientras sus políticos se lo llevan crudo [casi como los nuestros en eso nos parecemos].


34.- #30 Pero, ¿de que estás hablando?. Los que pedimos reciprocidad somos nosotros, ¡a ver si te enteras!. Mientras nosotros hemos hecho muchísimas inversiones importantes allí, ellos nos han llenado el territorio nacional de putas y travestis, con sus respectivas familias y España les ha acogido porque esta gente no tenía donde caerse muerta en sus país. ¡ A ver si os enteráis!. Y ahora que aquí las cosas no andan bien nos ponen todo tipo de problemas, no para ir a poner culo, como han hecho ellos, sino para ir a generar riqueza.


49.-Por mi, que les den por ahí...¿Quién tiene interés en ir a uno de los países más corruptos e inseguros de América?50.-


#30 lo de Brasil potencia Mundial, lo estoy oyendo desde los 60. Se decía que a fin de siglo superaba a Rusia que entonces se la tenía por segunda. Pasó el Fin y el Siglo. Un pueblo para progresar lo primero es su educacdión, y si tiene educación es posible que encuentre buenos dirigentes. Y a partir de ahí podemos hablar.Comparar Brasil, a como estábamos en España hace 20 años es ser un advenedizo.Cuando murió Franco en el 1975. España era la 9ª Poténcia Industrial del Planeta.


COMENTARIOS SAÍDOS EM SITES DA AMÉRICA LATINA SOBRE A MEDIDA DE RECIPROCIDADE ADOTADA PELO GOVERNO BRASILEIRO:


NOTICIAS24HS (CARACAS, VENEZUELA). RUBEN ME PARECE QUE TODOS LOS PUEBLOS DE LATINOAMERICA DEBERÍAN DE TOMAR ESTA MISMA MEDIDA COMO EJEMPLO, PARA CONTRARRESTAR LAS HUMILLACIONES QUE MUCHOS LATINOS DEBEN PASAR AL INGRESAR A PAÍSES EUROPEOS COMO ESPAÑA, ITALIA ENTRE OTROS, Y TANTA HUMILLACIÓN EN CUANTO A RAZAS.TRESPATAS EXCELENTE POR BRASIL, asi es que se hace diplomacia., pa que les duela a los españoles ahora que tienen un desempleo desbordado y Brasil esta creciendo economicamente y generando puestos de trabajo.,BIEN HECHOclaudia Bien!! Así deberían hacer todos los países para evitar la discriminación de muchas naciones europeas y de EEUU.


INFOBAE (Buenos Aires, Argentina)10.02.2012Muy bien. Tengo entendido que tambien ya esta vigente para USA a aquellos que desde alli quieren ir a Brasil. Aqui deberia suceder igual. Muchos argentinos cuando llegan a Barajas, son encadenados, esposados, sin agua, sin derecho a una llamada de telefono, les retienen el documento, y con custodia policial lo llevan al avion de regreso y solo cuando llegan a ezeiza recien les dan el documento. Que sea una manera de exigir respeto. No de odio o venganza. Pero si buscar igualdad de trato.


11.02.2012Perfecto! Toda Latinoamérica debería aplicar la misma medida, ya que sería recíproco. Encima que nosotros los salvamos tanto tiempo de la miseria y el hambre que hubo allá hace unos cuantos años atras ahora nos exigen 50 mil papeles para poder ingresar, como pasa con EE UU.


11.02.2012Bien Brasil, felicitaciones Dilma, asi se manejan las grandes potencias, a los soberbios no se loseduca con la sencillez,hospitalidad y solidaridad; a esta gente se los educa devolviendo su mismo ejemplo,que aprendan, entiendan y les duela en la carne, que escarmienten en sus propio jugo; en estos momentos son ellos y toda Europa la que necesita de america latina, cuanto tenemos que aprender los argentinos de brasil...no? por algo Brasil se convirtio en una potencia mundial reconocida.


ABC Color (Assunção, Paraguai)tuvecinoSI ME PARECE GENIAL BRASIL ALFIN QUE ALGUIEN LE CORIIJA A ESTOS ESPAÑOLES DEBERIA HACER LO MISMO TODA LA REGION!! VIENEN ACA A HACER SUS NEGOCIOS COMO SI NADA Y PARA SIMPLEMENTE ENTRAR A SU PAIS ES UN KILOMBO!


Elsa González • Comentarista destacado • Universidad Catolica de VillarricaEl que a hierro mata..a hierro muere!, ojo x ojo..diente x diente!!etc!!se les está dando de su propia medicina!!APRENDAMOSSSS!!!


tuvecinoSI ASI MISMO ES EDWARD IBARAR, ACA EN PARAGUAY LE ABRIMOS LAS PIERNAS.. NUESTRAS AUTORIDADES ESTAN PELOTUDEANDO YA EN LAS CAMPAÑAS EN VEZ DE TOMAR DESICIONES COMO ESTA!!


ELCOMERCIAL (Argentina):Tenemos mucho que aprender de BrasilEscrito por jlx , 12 de febrero de 2012, 09:14 hs.A pesar de los problemas que tiene Brasil, creo que tenemos mucho que aprender de ellos, en especial en materia de relaciones exteriores. Cuanto más tiempo pasa, más los admiro.


Rusia Today (edição em espanhol):Alexander Heredia • Mejor comentador con el tiempo abra gente haciendo colas en las embajadas de los países latinoamericanos en el viejo continente.


Giuseppe Cetraro • Mejor comentadorPor fin!!! Brasil es el primero en poner un alto a la ley del embudo. Eso se llama reciprocidad y el resto de países del continente americano y del caribe deberían seguir su ejemplo.Responder


• 6 • Miguel Angel Bustoshay que hacer lo mismo que brasil con los españoles, para que prueben como se siente ser rechazado o estrictamente controlados como lo hacen ellos con todos nosotros los latinos. nos echan despues que se robaron todas las riquezas de estas tierras y destruyeron toda la cultura precolombina, deben tener un castigo historico despues de todo lo que hicieron, deberian sentirse culpables y no rechazarnos.Nicole Krshna • Mejor comentadorClaro, ahora tdos se quieren venir a America Latina...Angel Agapito Galancoño quien no le gustaria entrar a brasil es una potencia en ascenso como los demas integrantes del BRIC


Ceasar Mendoza • Newburgh Free AcademyMe parece muy bien que brasil no deje entra espanoles a su territorio nacional ya que espana estan pasando por un alto nivel de desempleo ahora quieren inmigrar a la america latina para mayores oportunidades. America para los americanos y europa para los europeos ya que se acabaron todas las riquesas quieren volver por mas hay que tener mas control en nuestras fronteras.


Tucuman a lãs 7 (Argentina):1manuel henriquez10-02-2012 15:32Es asi que Brasil impone la dignidad de latinoamerica. Viva UNASUR y el Mercosul. Que todos los paises de nuestra region sigan el ejemplo brasileño.


Vanguardia. Com (Colombia):46675 | hgomez77 |Viernes 10 de Febrero de 2012 - 03:26 PMMe imagino que empezará a protestar Nachito Vidal y sus secuaces que se la pasan viniendo a latinoamérica a filmar películas pornográficas a mitad de precio. Definitivamente de allá no se viene sino la escoria, bien por los brasileros que no se ponen con genuflexiones q-las como los colombianos que a cuanto gringo y europeo apenas lo ven se le van abriendo de piernas.

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