7 de dez de 2013

OS CORTES NA DEFESA


(JB) - O novo corte no orçamento do Ministério da Defesa, de quase um bilhão de reais, anunciado há uma semana pelos Ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega – que também teve seu orçamento amputado em 900 milhões – tem que ser visto com muito cuidado pelo governo.
É preciso assegurar que projetos prioritários não venham a ser atingidos, sob pena de interrupção e atraso em áreas estratégicas para a evolução da  indústria bélica e o desenvolvimento tecnológico nacional. 
Esse é o caso do jato militar de transporte KC-390, da Embraer, com capacidade de 23,6 toneladas de carga (tanques, artilharia), e que serve também para o transporte de tropas e reabastecimento em vôo, que deve decolar pela primeira vez no ano que vem. Destinado a concorrer com os Hercules C-130 da Lockheed norte-americana, do programa do KC-390 tomam parte também Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Tcheca, que deverão fornecer peças, e adquirir a aeronave, em um número inicialmente previsto de 60 aviões.
O PROSUB – Programa de Submarinos da Marinha, também não pode ser interrompido. São quatro unidades convencionais, e uma atômica – o reator nuclear será desenvolvido aqui mesmo - mais a construção de uma base e de um estaleiro no Rio de Janeiro.
Temos, ainda, o SISFRON - o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, que exige também o desenvolvimento de vários equipamentos, como novos radares, unidades de artilharia e veículos aéreos não tripulados (VANTS); a família de blindados leves Guarani, e o programa de defesa cibernética.
O país passou anos sem investir em defesa. O  Governo estabeleceu, nos últimos anos, um novo projeto para o setor, com um arcabouço mais estruturado, e criou a figura da empresa estratégica de defesa – certificando 26 delas, na semana passada. Interromper os programas que já estão em andamento traria prejuízo financeiro, técnico e estratégico para o país.
No Congresso Nacional, há deputados da base aliada e do próprio partido do governo que estão trabalhando para reverter a situação – que prevê cortes no custeio das Forças Armadas – já debilitadas em diversas áreas. A Marinha está estudando cortar um dia de trabalho da tropa para se adequar.
Enquanto isso os golpistas de sempre - que desprezam igualmente o PT e o PSDB, e a “democracia que aí está” - comemoram, na internet, mais essa bandeira, dada pelo próprio governo, e se valem do anúncio dos cortes para provocar grupos radicais de direita - alguns deles ligados a segmentos minoritários da reserva das Forças Armadas - jogando-os, mais uma vez, contra o poder civil. 

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2 comentários:

José Augusto Azeredo disse...

O PT precisa, correndo, aprender a fazer politica. Cortar verba da Defesa é de lascar.
Não basta o Judiciário trabalhar a ferro fogo para destruir o Partido? Querem agregar ao campo inimigo os militares?
É demais...

Anônimo disse...

Dificil ganhar guerra com espingarda, teco-teco e barco a remo. Nao podemos esperar mais. Equipamento pras forcas armadas.