13 de nov de 2014

O SOCIAL E O FMI



(Hoje em Dia) - O que é mais importante? O bem-estar humano, ou o Produto Interno Bruto ?


Para que serve a economia, quando ela apenas beneficia uma minoria, enquanto, em muitos países, o número de milionários cresce, mas se eleva ainda mais o índice de miseráveis? 

O fim mais lógico de toda atividade humana não deveria ser melhorar as condições de vida da maioria da população, com inegável e positiva influência no ambiente econômico?      
  
Tudo indica que o mundo assistirá a um acirramento do embate entre o “social” e o “econômico”, nos próximos anos.
Ou a uma fusão dessas duas abordagens, na implementação de uma “economia do social”, como instrumento para a promoção da prosperidade individual, coletiva e nacional, neste século.

Há algumas semanas, até mesmo o FMI, por meio de sua Diretora-Executiva, Christine Lagarde, destacou a importância, da permanência dos diferentes programas sociais brasileiros, tanto para a melhoria das condições de vida da população mais pobre, como para o crescimento e dinamização da economia.      


Para outros, a questão social é tão importante, que a evolução de um país deveria ser medida por ela, e não pelo mero desempenho econômico. 


Em visita ao nosso país, o economista inglês Michael Green, diretor-executivo da Social Progress Imperative, foi direto ao ponto.

Ele apresentou um conceito criado por sua instituição, chamado de IPS, e defendeu a tese de que esse Índice de Progresso Social, e não o PIB, seria o instrumento mais adequado para medir o avanço das nações, já que ele reflete a evolução de toda a sociedade, e não apenas de uma pequena parcela que pode estar ficando mais rica em um determinado momento. 


Em sua participação no TED Global - Conferência realizada pela primeira vez no Brasil, que reuniu lideranças de vários países do mundo para a apresentação de projetos tecnológicos e sociais, no Rio de Janeiro, Green afirmou que: “o PIB é uma ferramenta para nos ajudar a medir o desempenho econômico, não nossa qualidade de vida, e não deve ser usado como base para formulação de políticas públicas, que é exatamente o que os políticos fazem desde que ele foi criado". E disse que o mundo “precisa “ de uma maneira melhor de mensurar nossas sociedades, a partir de coisas que são importantes para nós e que o PIB não mede”. 

O IPS se baseia em eixos como, as necessidades básicas humanas (nutrição e cuidados médicos, água e saneamento, moradia e segurança), fundamentos para o bem-estar (acesso ao conhecimento, à informação, saúde e sustentabilidade) e oportunidades (direitos individuais, liberdade individual, tolerância e inclusão, acesso à educação superior).  

Concluindo, Green sublinhou que a discussão sobre o PIB não deve interromper as políticas sociais, já que é possível, e até mesmo cumulativo,  conciliar progresso social e crescimento econômico.




3 comentários:

Anônimo disse...

Boa Santayana! Os neoliberais querem que acreditemos que é o rabo que abana o cachorro. Conta outra pra gente rir.

eduardo Gaignoux disse...

Será que os neoliberais pensam que são eternos?

Unknown disse...

ótimo texto, muito esclarecedor, e com bons argumentos inclusive econômicos que é o que os liberais mais gostam de atacar.