24 de mai de 2017

FALTA DE CONTROLE NAS MANIFESTAÇÕES DÁ MUNIÇÃO PARA MÍDIA E GOVERNO.



A falta de controle, por parte dos comitês de organização da manifestação de ontem, 24, em Brasília, acabou sabotando a pauta que levou a maioria dos manifestantes à Praça dos Três Poderes, que era a de pedido de realização de eleições diretas e de repúdio às reformas trabalhista e previdenciária.


Manifestação da oposição, qualquer que seja ela, não pode ser feita sem a organização de comitês de segurança formados por gente de confiança escolhida entre os próprios manifestantes.


Se até nos blocos dos trios elétricos de Salvador dá para separar o público, bastando para isso um cordão humano e uma simples corda, porque não tentar fazer o mesmo em uma manifestação dessa importância?


Não é a polícia que tem que revistar os "participantes".


Como ocorre em muitos países estrangeiros, quem tem que fazer isso, primeiro, são os próprios manifestantes, para possibilitar a rápida identificação de fascistas e infiltrados pagos que ali estão recebendo justamente para garantir que a imprensa e a opinião pública tenham razões suficientes para ficar contra e desancar quem está protestando.


Em política, qualquer cena de destruição e violência é passível de ser aproveitada pelo adversário.


Ao final da tarde de ontem em Brasília, a TV já reforçava, a todo instante, a ocorrência de atos de "vandalismo".


Justificava, com isso, a truculência da polícia, e lembrava, a cada cinco minutos, que se tratava de manifestações organizadas e "pagas" por centrais sindicais.


Reforçando, indireta e gostosamente, a bandeira do enfraquecimento dos sindicatos e do fim do imposto sindical obrigatório.


E a convocação de tropas das forças armadas pelo presidente da República, em absurda "ação de garantia de lei e da ordem".


Sem esclarecer, com a mesma ênfase, que o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já havia desmentido ter pedido - em gesto por si só já absolutamente desnecessário e inadequado - tropas do exército, e, sim, da Força Nacional, para "colaborar" com a polícia do Distrito Federal na "defesa" dos prédios da Esplanada dos Ministérios.


Um pouco de estratégia e de informações históricas não fazem mal a ninguém.


O Movimento das Diretas Já só deu certo, do ponto de vista da ampla e bem-sucedida mobilização da sociedade brasileira - embora tenha perdido no Congresso depois - porque era suprapartidário, reunia as mais importantes organizações da sociedade civil, como a Igreja, a UNE e a OAB, tinha sido "costurado" politicamente antes de sair para a rua, era ordeiro, organizado e pacífico e primava pela organização.


Vou falar o que penso, porque não sou vaquinha de presépio.


Compreende-se a necessidade da oposição ir à luta nessa hora, em defesa, principalmente, da democracia.

Mas se for para sair no improviso, de qualquer jeito, e acabar servindo de plataforma para a ação de provocadores fascistas, dando tiro pela culatra, ajudando a parte mais canalha da mídia a justificar a truculência da polícia, o enfraquecimento dos sindicatos e o golpismo, insuflando as vivandeiras dos quartéis e alimentando um novo golpe dentro do golpe, quem saiu para as ruas que me desculpe, mas é melhor ficar em casa assistindo, indignado, pela televisão, à ação dos infiltrados e à deprimente repetição de velhos e costumeiros descuidos do passado.

7 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Mauro, você esqueceu de se indignar com o massacre perpetrado pela PM do Distrito Federal. Ou você não viu? Ou dele não foi informado? Apanhar, ser espancado, surrado, espezinhado, ferido, humilhado, e não fazer nada é muito "cristão" para o meu gosto. Reagir, ainda que atabalhoadamente, sem organização (e se esta houvesse diriam que havia algo premeditado), é um direito e, muito mais, uma obrigação de quem foi atingido. Por que você não cobra a apuração dos autores da destruição? A polícia do DF não é capaz de apurar? Então, que se apurem e se exija a revelação desses autores. É muito cômodo cobrar esse ou aquele modo de atuação dos organizadores e, ainda pior, fazer comparações com um momento histórico inteiramente diferente. Manifestações muito mais drásticas acontecem mundo afora e não se vê esse grau monstruoso de repressão, de covardia, de sadismo. Pretender culpar quem apanhou é um pouco demais. Grato por sua atenção, Marco Aurélio

Anônimo disse...

OPOSIÇÃO?
Quem é a verdadeira oposição, hoje?
O Psol, o RequIão cinco petistas e uns quatro ou cinco de outros partidos.
O brasil precisa mudar já, ante que todos oposicionistas TAMBÉM passem a aopiar o bandido TEMER.
POVO NAS RUAS, QUEBRA QUEBRA, SE ELES TEM GÁS E BALA DE BORRACHA, O POVO TEM MAIS DE 200 MILHÕES DE GUERREIROS.
COMO DIZEM OS 'PROBOS' HOMENS DA BANCADA DA BALA: 'BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO', E NESSE GOVERNO SÓ TEM BANDIDOS.INCLUSIVE OS QUE DIZEM ISSO.

Vissungo disse...

A não ser que os organizadores l
Pretendam, exatamente produzir a desordem, como modo de pressão política.

Desculpem, mas acho que foi o caso.

Anônimo disse...

Mauro, por favor, veja este vídeo: https://www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/896496517175161/. Grato, Marco Aurélio

Mamuel J. M. Engracia Antunes disse...


UMA RESPOSTA AO CONVITE DO PAPA FRANCISCO
(A marca de água Poliedro)





POLIEDRO é a “marca de água” da cidadania activa, que surge promovida por um grupo de cidadãos, e resulta: i. da imaginativa metáfora do Poliedro, lançada pelo Papa Francisco; ii. da leitura militar da dimensão política da liga dos Combatentes; iii. do fenómeno da globalização e da «ilusão» do capitalismo; iv. e sobretudo da crise civilizacional que vivemos. É esta a leitura daqueles que um certo dia, por solene juramento, empenharam a sua vida pelo seu País, e assim se tornaram os mais abalizados cidadãos para reivindicar autoridade moral e civicamente privilegiada em matéria de cidadania, bem como da sua implícita e inseparável dimensão política. Leitura empenhada que não pode existir sem um risco de interpretação, e, por isso, comprometendo uma liberdade. Assim, colocamos à discussão pública um programa para o governo de uma circunscrição concelhia, organizada numa impressionante malha territorial de 10 Freguesias e 17 Paróquias, na plataforma Poliedro, sob a inspiração de dois ritos iniciáticos: o Juramento de Bandeira e o Baptismo, expulsos da sociedade civil pelas sociedades secular e clerical. A marca de água Poliedro, a desenvolver na Plataforma anunciada, pode ser enquadrada e certificada por três parâmetros fundamentais: i. uma atitude existencial - o Ecocivismo -; ii. um objectivo - a construção da sociedade dos bens comuns -; iii. os meios, ao nosso alcance, para atingir essa meta-. 1. O Ecocivismo caracteriza-se: i. por uma conjunção harmoniosa da Ecologia do homem, sem a qual não pode haver Ecologia ambiental; ii. da Economia, não a dos economistas, do desperdício e do lixo, mas a Economia das pessoas, a Economia da comunhão; iii. do Civismo tal como ele se explicita na «escola militar da cidadania». 2. Os “bens comuns”, ou “o comum” CPR (Common Pool Resource), são aqueles bens que não podemos desejar para nós, sabendo que eles nunca poderão chegar a todos; mas são também «o comum» de uma sociedade de condomínios, de consortes, uma categoria de bens híbridos, entre os exclusivamente públicos e os exclusivamente privados, caracterizados mais por um conjunto de regras livremente aceites e sustentadas por um grupo de cidadãos, do que de uma atitude coerciva do Estado. 3. Os meios, ao nosso alcance: i. a abertura de uma Escola Nova, para a reaprendizagem da dimensão social da ética; ii. a recuperação de um catecumenato social, para a explicitação de uma nova maneira de viver; iii. a preparação da juventude para a urgente “transição ecológica”, e a “industrialização verde”; iv, o ataque ao desemprego, pelo trabalho manual, em particular na agricultura, gerador de uma Terra boa para vivermos, nós e os que nos sucederem; v. a promoção do voluntariado e a cultura pela reciprocidade, e porque os tempos livres se dilatam; vi. Lançar um novo modelo de empresa promotora do Trabalho Básico Incondicional -TBI.

O PROGRAMA ECONÓMICO DO PAPA FRANCISCO
(Act 2, 42)






“ASSENTAR PRAÇA” NA PLATFORMA POLIEDO

















LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO POLÍTICA
PORTUGAL / EUROPA
PARA UM PROJECTO DE INOVAÇÃO SOCIAL
(Segundo uma leitura militar)


SE TEM UM PROJECTO SOCIAL INOVADOR
INSCREVA-SE E DISCUTA-O CONNOSCO
ESPAÇO POLIEDRO - MAIA
SEXTAS FEIRAS ÀS 18.00 HORAS
SÁBADOS às 14.30
nucleoligadoscombatentes.maia@gmail.com

Anônimo disse...

Houve uma melhora, Mauro, do ponto de vista das cores (de tanto que vc bateu nesse assunto). Foi comovente ver as pessoas, umas 100 mil de branco, azul, verde e até vermelho.
Quem sabe agora a organização dá outro passo adiante e escala uma "tropa de choque" para neutralizar os infiltrados. Gente pra isso não falta!

Marcos Silva disse...

Entre o Diretas Já e hoje há um abismo. Hoje temos toda uma organização informal que auxilia na mobilização controlada das massas. As redes sociais jogaram o norte da África num novo mundo selvagem e tribal. A primavera árabe é exemplo atual da mobilização das boas intenções dos protestantes contra eles mesmos.

Joesley financiou as redes sociais contra Dilma, irmãos Koch são acusados de financiarem MBL e Vem Pra Rua, ainda temos a national Endowment for Democracy e outras tantas instituições que atuam no Brasil.

Temer conspirou contra Dilma em conluio com o FBI/CIA/NSA e o escambau. Moro e Janot conspiram com o DoJ. É muito pilantra querendo aparecer. Valha-me Deus.